LUIS FERNANDO CAMARGO DE BARROS VIDAL

14ª Câmara de Direito Privado · #106 de 113 em taxa pró-banco

pró-consumidorexige combo evidencialdispensa gravação
30 acórdãos no estudo
Pró-banco
13%
Custo médio
R$ 29.049
Dano moral
R$ 6.609
Dano material
R$ 50.272

Retrato estatístico · LUIS FERNANDO CAMARGO DE BARROS VIDAL

base: 30 acórdãos · atualizado diariamente
Posicionamento
13%pró-banco#106 de 11314ª Câmara de Direito Privado
Tendência descendente · -15pp 2026-T1 → 2026-T2
Tese preferida
Fortuito Externo — Culpa do Consumidorprincipal · 100% das vitórias4 casos
Rejeições
automáticas
Teses rejeitadas em ≥80% das ocorrências:
Ilegitimidade Passiva Banco4/4 · sem Outro
Estilo decisório
pró-consumidorexige combo evidencialdispensa gravação
Rigor 60% · formalismo 0%
Precedentes-
assinatura
Top 5 fundamentos citados com peso decisivo:
47927× · decisivo 25×1424× · decisivo 23×2.052.228/DF11× · decisivo 9×14_§3_II3× · decisivo 3×2.052.228-DF6× · decisivo 2×
Gatilhos
de derrota
Combinações com taxa de derrota ≥80% — sinal para acordo prévio:
Vitima Idosa + sem Ausência de prova técnica do autor9/10 · 90%
Vitima Idosa + sem Combo probatório completo9/10 · 90%
Valor Alto Atipico + sem Combo probatório completo8/9 · 89%
Valor Alto Atipico + sem Ausência de prova técnica do autor8/8 · 100%
Pre Emprestimo Antes Transferencia + sem Nexo causal externo provado8/8 · 100%
Operacoes Em Sequencia Rapida + sem Nexo causal externo provado8/8 · 100%

Combo probatório

Este relator ainda não tem retrato qualitativo. Use o combo probatório abaixo como mapa geral — os 13 fatores foram calibrados contra o corpus inteiro (182 extratos + 4.028 acórdãos) e indicam a direção que a 4ª Subseção de Direito Privado tende a seguir. Consulte o retrato estatístico acima pra ver onde LUIS FERNANDO CAMARGO DE BARROS VIDAL se posiciona em relação à média.

379 extratos lidos · 4.028 acórdãos· 13 fatores calibrados· 6 zonas de modulação· peso dobrado: fatores com ★

Combo pró-banco

7 fatores · 5+ = banco vence (~90%)

Combo pró-consumidor

6 fatores · 4-6 = consumidor vence (~90%)

Matriz de desfechos por faixa de fatores

Combo pró-banco
FaixaNBancoParc.Cons.
6-7 de 718100%0%0%
4-5 de 77580%15%5%
2-3 de 711040%40%20%
0-1 de 71768%32%60%
Combo pró-consumidor
FaixaNBancoParc.Cons.
5-6 de 6620%10%90%
3-4 de 611510%38%52%
1-2 de 615535%43%22%
0 de 64779%15%6%

Combo misto (2-3 × 2-3) domina o corpus — ~125 extratos dos 379 lidos. Nesses casos, a proporção não é automaticamente 50/50: ela modula conforme a câmara julgadora, como mostra o mapa abaixo.

Zonas de modulação · o mapa de quem divide quanto

Por que esse estudo existe. Quando há culpa concorrente, o art. 945 do CC abre a porta pra dividir o prejuízo — mas não diz em que proporção. Lendo os 379 acórdãos em profundidade, mapeamos 6 padrões recorrentes de como as câmaras do TJSP efetivamente dividem.

O que ele diz. A mesma configuração probatória pode sair 50/50 na Valeria Longobardi, 60/40 banco na Márcia Rezende ou 75/25 contra o banco receptor na 14ª CDP. A câmara de distribuição manda tanto quanto os fatores do caso. Saber em qual zona seu caso cai antes do julgamento muda o cálculo de risco e o desenho da peça.

50/50
50/50

Modulação clássica art. 945 CC. Quando o combo apresenta 2-3 fatores de cada lado em câmaras generalistas, o relator divide meio-a-meio o prejuízo material e costuma afastar o dano moral.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.I, Núcleo 4.0-T.II, Núcleo 4.0-T.VIII
Relatores ·
Valeria Longobardi, João Battaus Neto, Daniel Issler, Thomaz Carvalhaes Ferreira
Casos paradigma
8
  • 1004267-46.2024· Valeria Longobardi

    Paradigma do 50/50. Spoofing reconhecido + credenciais autenticadas — culpa concorrente pura.

  • 1013074-23.2025.8.26.0554· Valéria Longobardi

    Falsa central · Bradesco mantido condenado a 50% dos R$ 112 mil em PIX e caixa eletrônico por falha em bloquear transações atípicas ao perfil (Súmula 479).

  • 1001098-40.2025.8.26.0062· João Battaus Neto

    Golpe do WhatsApp · Bradesco condenado a 50% (R$ 945) por falha no KYC da conta receptora; danos morais afastados por culpa concorrente da vítima.

60/40 banco
60/40

Modulação assimétrica em favor do consumidor (banco absorve 60%). Surge em casos Núcleo 4.0-T.VII com autorização manifesta de operação anômala pelo banco — o 'risco do negócio' pesa mais que a cedência de credenciais da vítima.

a gravidade da culpa do réu, que autorizando a transação indicativa de fraude, deve ter a responsabilidade preponderada pelo risco do negócio — 60% dos prejuízos
Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende, Fabiana Calil
Casos paradigma
4
  • 1000757-96.2025· Márcia Rezende

    60% banco por autorizar transação indicativa de fraude. Paradigma da modulação assimétrica.

  • Falso advogado com empréstimo + PIX de R$ 15.944 · culpa concorrente 60% banco / 40% autor; dano moral afastado.

  • Fraude com empréstimo de R$ 4.900 e transferência imediata · 60% banco e 40% autor; inexigibilidade do débito e ressarcimento proporcional.

70/30 banco
70/30

Modulação forte contra o banco — reservada a falha bifásica grave (golpe físico na agência + ausência de bloqueio). Duas falhas decisivas do banco em momentos distintos elevam a proporção.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende
Caso paradigma
1
  • 4003440-11.2025· Márcia Rezende

    ATM com nota falsa emitida pelo próprio caixa eletrônico + não bloqueio subsequente → 70% banco.

75/25 banco receptor
75/25

Aplicável a banco receptor da transferência em fraude com KYC falho na abertura de conta. Padrão severo da 14ª CDP — instituição receptora responde quase integralmente por deixar entrar laranja.

Câmaras ·
14ª CDP
Relatores ·
Thiago de Siqueira, Alexandre David Malfatti, Léa Duarte
Casos paradigma
6
  • 1004401-86.2025· Thiago de Siqueira

    Falso leilão · Santander receptor sem KYC documentado → 75% contra o banco receptor.

  • 1027361-22.2025.8.26.0576· Thiago de Siqueira

    Falsário abriu conta no Banco Inter · falha do banco reconhecida; dano moral afastado por ausência de prova de abalo concreto além de mero aborrecimento.

  • Golpe da OLX · empréstimos fraudulentos nulos, restituição em dobro de R$ 257 e dano moral de R$ 6 mil por fortuito interno (PicPay e Mercado Pago) (Súmula 479).

seletiva (só moral)

Culpa concorrente NÃO reduz o material — banco paga 100% — mas afasta o dano moral. Modulação não-tradicional: usa a culpa da vítima para cortar só o extrapatrimonial.

Câmaras ·
23ª CDP
Relatores ·
Lígia Araújo Bisogni
Casos paradigma
5
  • 1000131-31.2025· Lígia Araújo Bisogni

    100% material + dano moral afastado por culpa concorrente. Paradigma da modulação seletiva.

  • 1004836-02.2024.8.26.0020· Lígia Araújo Bisogni

    Falsa central com acesso remoto e transferências atípicas · Bradesco mantido condenado a R$ 60.851 em empréstimo inexigível (Súmula 479).

  • 1000659-85.2025.8.26.0205· Lígia Araújo Bisogni

    Falso advogado via WhatsApp · Bradesco condenado a restituir R$ 8.680 por falha no monitoramento; dano moral afastado por culpa concorrente (art. 945 CC).

fortuito bifásico

Decomposição do caso em duas fases: fortuito externo na contratação (banco isento) + fortuito interno na movimentação (banco responde pelo remanescente). Dobra e moral afastados.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.IV
Relatores ·
Dimitrios Zarvos Varellis
Casos paradigma
6
  • 1019246-40.2025· Dimitrios Zarvos Varellis

    Fortuito externo fase contratação + fortuito interno fase movimentação → compensação do remanescente na conta + dobra afastada + moral afastado.

  • 1008435-50.2023.8.26.0127· Dimitrios Zarvos Varellis

    Consignado obtido via correspondente irregular · C6 condenado à restituição em dobro + dano moral de R$ 5 mil por desconto indevido em benefício previdenciário — fortuito interno configurado.

  • 1061557-68.2024.8.26.0506· Dimitrios Zarvos Varellis

    Falso oficial de justiça presencial · banco não impediu empréstimo de R$ 14.786 e PIX de R$ 9.999 fora do perfil; condenação mantida por falha do serviço (Súmula 479).

Casos recentes (30)

  • 1002023-65.2025.8.26.0505
    TJSP reforma improcedência: Santander responde objetivamente por golpe da falsa central (PIX + cartão) contra idosos octogenários — R$ 106.518,73 material + R$ 6.000 moral por fortuito interno e falha no monitoramento de perfil.
    consumidor2026-04-13
  • 1004592-37.2023.8.26.0011
    Banco Santander ajuizou cobrança regressiva contra titular de conta PagBank usada em golpe PIX; TJSP reformou para improcedência por ausência de prova de participação do réu e sub-rogação não configurada.
    consumidor2026-04-11
  • 1000660-24.2025.8.26.0673
    Golpe falsa central: estelionatário realizou 3 empréstimos e 2 PIX em nome do autor; banco condenado objetivamente (Súmula 479), inexigibilidade declarada e dano moral de R$6.000 fixado pelo TJSP.
    consumidor2026-04-11
  • 1038637-63.2024.8.26.0001
    Vítima idosa lesada por golpe via WhatsApp com empréstimo fraudulento (R$27.592) e PIX (R$36.481); TJSP reforma improcedência e condena Bradesco a restituir R$8.888,88 e pagar R$6.000 em danos morais por falha no monitoramento do perfil de consumo.
    consumidor2026-03-25
  • 1020810-62.2025.8.26.0564
    TJSP nega provimento ao Bradesco: falsa central de atendimento lesou PJ em ~R$200k via TED e empréstimo fraudulento; banco responde objetivamente pelo fortuito interno (Súmula 479) e falha no monitoramento de operações atípicas.
    consumidor2026-03-24
  • 1001441-94.2025.8.26.0075
    Golpe do falso parente via WhatsApp: TJSP reforma improcedência e condena solidariamente Nubank, Mercado Pago e Santander por falha em bloquear PIX e por abertura de conta fraudulenta, mas afasta dano moral por falta de prova de ofensa à honra.
    parcial2026-03-24
  • 1019776-78.2024.8.26.0405
    Banco Bradesco condenado à restituição integral de transferências PIX e R$6k dano moral por golpe do falso funcionário contra idosa; sentença reformada parcialmente para afastar limitação de R$3,5k e incluir moral.
    consumidor2026-03-16
  • 1005814-07.2025.8.26.0161
    TJSP mantém improcedência: vítima realizou Pix para fraudador de falso anúncio de moto no Instagram mesmo após alerta do app, configurando culpa exclusiva — banco isento.
    banco2026-03-16
  • 1007237-30.2024.8.26.0066
    TJSP nega provimento à apelação do consumidor idoso que pagou voluntariamente dois boletos a fraudadores (R$ 5.415); mantém improcedência por fortuito externo e culpa exclusiva da vítima (art. 14, §3º, II, CDC).
    banco2026-03-16
  • 1015071-69.2025.8.26.0577
    Banco Mercantil nega provimento: responsabilidade objetiva mantida por empréstimos fraudulentos contratados via golpe do falso funcionário contra idosa aposentada, com restituição em dobro e dano moral de R$2.000.
    consumidor2026-03-16
  • 1002206-83.2025.8.26.0554
    Idosa aposentada vítima de golpe da falsa central: inexigibilidade integral de empréstimos fraudulentos, restituição em dobro (Tema 929) e dano moral de R$ 6.000,00; culpa concorrente afastada, Súmula 479 STJ aplicada.
    parcial2026-03-16
  • 1017296-09.2023.8.26.0100
    TJSP reforma improcedência: Safra responsável por golpe da falsa portabilidade via vazamento de dados por correspondente bancário; restituição dobrada (Tema 929) e danos morais de R$ 6.000.
    consumidor2026-03-16
  • 1060373-37.2024.8.26.0002
    TJSP nega provimento ao Bradesco: mantida condenação por empréstimo consignado não autorizado e compras fraudulentas em cartão de consumidor idoso, com restituição em dobro e dano moral de R$10k.
    consumidor2026-03-16
  • 1001971-14.2025.8.26.0297
    Banco Agibank nega provimento: 8 empréstimos pessoais e consignados fraudulentos em nome de aposentada; contratos digitais sem ICP-Brasil e geolocalização; falha de serviço (Súm. 479); restituição simples 50% e dano moral R$ 5.000 mantidos.
    consumidor2026-03-16
  • 1008372-47.2023.8.26.0637
    TJSP nega provimento ao apelo do consumidor: banco absolvido de golpe de falso investimento divulgado por conta hackeada de influencer no Instagram, pois vítima realizou PIX de R$ 1.000 espontaneamente sem violação de dados bancários (fortuito externo, art. 14 §3º II CDC).
    banco2026-03-10
  • 1009537-78.2025.8.26.0405
    Banco do Brasil condenado por falso funcionário que usou dados sigilosos da gerente para enganar cliente idosa: PIX de R$ 7.000 restituído + R$ 6.000 de dano moral reconhecido em reforma da sentença.
    consumidor2026-03-10
  • 1056762-03.2024.8.26.0576
    Banco Mercantil condenado por empréstimos consignados fraudulentos e Pix não autorizados em conta de idoso após golpe de falso brinde; danos morais de R$6.000 reconhecidos em 2ª instância.
    consumidor2026-03-10
  • 1012927-64.2025.8.26.0564
    Banco Bradesco condenado a restituir R$ 72.999,98 + danos morais R$ 5.000 a idoso vítima do golpe do falso funcionário; TJSP manteve sentença por falha no monitoramento de transações atípicas (Súmula 479 STJ).
    consumidor2026-03-10
  • 1012412-90.2024.8.26.0361
    TJSP mantém responsabilidade do Bradesco por golpe de falsa central que contratou empréstimos em nome de idoso, reduzindo dano moral de R$8k para R$6k; restituição em dobro mantida.
    parcial2026-03-10
  • 1003286-81.2024.8.26.0210
    Golpe de falso anúncio de venda no Facebook: TJSP condena PagSeguro, PicPay, Banco Genial e EFI a restituir R$57.993,98 por KYC deficiente nas contas recebedoras (Súmula 479 STJ); dano moral afastado; Nu Pagamentos mantido improcedente.
    parcial2026-03-10
  • 1006029-34.2024.8.26.0220
    Banco Mercantil negado provimento: condenado por golpe do entregador (selfie) que originou 4 empréstimos e 2 PIX fraudulentos; repetição em dobro e dano moral R$5k mantidos; Súmula 479 STJ aplicada.
    consumidor2026-03-10
  • 1004692-78.2024.8.26.0650
    Consumidora idosa vítima de empréstimo fraudulento de R$12.500 e transferência PIX de R$11.900; banco não apresentou contrato assinado e aceitou MED; acórdão mantém fraude e majora moral para R$6.000.
    consumidor2026-03-10
  • 1000072-34.2024.8.26.0323
    Aposentado vítima de falsa central do Bradesco via acesso remoto; empréstimo R$40k + PIX R$10,8k; ambos os bancos condenados solidariamente por fortuito interno e falha KYC, com dano moral de R$8k.
    consumidor2026-03-10
  • 1022689-47.2025.8.26.0001
    Bradesco nega provimento: golpe falsa central, vítima idosa cliente há 44 anos, PIX+TED+empréstimo fraudulentos R$89k, responsabilidade objetiva Súmula 479, danos morais R$10k e astreintes mantidos.
    consumidor2026-03-10
  • 1006444-28.2023.8.26.0066
    TJSP reforma sentença e reconhece responsabilidade objetiva e solidária de Banco C6, Master e Pan por contratos consignados fraudulentos contratados por funcionária de correspondente bancário em nome de idosa aposentada, majorando danos morais para R$ 25.000,00 e condenando à restituição em dobro.
    consumidor2026-03-02
  • 1008746-88.2023.8.26.0079
    TJSP reforma sentença para reconhecer danos morais (R$3.000) em fraude com cartões de crédito não contratados via vazamento de dados, mantendo responsabilidade solidária da Visa e Decolar
    parcial2026-02-18
  • 1001762-16.2024.8.26.0609
    N26 condenada solidariamente a restituir R$240 em PIX não autorizados e pagar R$3.000 de dano moral por invasão de conta digital; recurso da ré improvido com majoração de honorários para 20%.
    consumidor2026-02-03
  • 0000492-60.2025.8.26.0472
    Golpe do falso emprego via WhatsApp/YouTube: TJSP nega provimento à apelação da consumidora, mantendo improcedência por culpa exclusiva da vítima (art. 14, §3º, II, CDC) — PagSeguro isento.
    banco2026-02-03
  • 1000430-53.2025.8.26.0326
    Vítima idosa enganada por falso preposto via ligação; banco responde por 3 empréstimos e 3 Pix fraudulentos (fortuito interno/Súmula 479); sentença improcedente reformada, dano moral fixado em R$6k.
    consumidor2026-02-03
  • 1000467-75.2025.8.26.0263
    Banco Bradesco negado provimento em apelação: mantida condenação por empréstimo pessoal fraudulento (R$6.500) e PIX não reconhecidos, com falha no monitoramento do perfil de consumo da autora, danos materiais de R$1.262,44 e morais de R$5.000.
    consumidor2026-02-03