ANA DE LOURDES COUTINHO SILVA DA FONSECA

13ª Câmara de Direito Privado · #62 de 113 em taxa pró-banco

pró-consumidordispensa gravação
25 acórdãos no estudo
Pró-banco
32%
Custo médio
R$ 8.867
Dano moral
R$ 5.333
Dano material
R$ 15.575

Retrato estatístico · ANA DE LOURDES COUTINHO SILVA DA FONSECA

base: 25 acórdãos · atualizado diariamente
Posicionamento
32%pró-banco#62 de 11313ª Câmara de Direito Privado
Tendência estável · +0pp 2025-T4 → 2026-T2
Tese preferida
Fortuito Externo — Culpa do Consumidorprincipal · 63% das vitórias5 casos
Fallback (subsidiária):
Fortuito Externo — Culpa de Terceirosubsidiária · 25%2 casos
Rejeições
automáticas
Nenhuma tese com taxa de rejeição ≥80% (amostra mínima 3 ocorrências).
Estilo decisório
pró-consumidordispensa gravação
Rigor 40% · formalismo 0%
Precedentes-
assinatura
Top 5 fundamentos citados com peso decisivo:
47921× · decisivo 15×1.995.458/SP14× · decisivo 10×1.413.542/RS5× · decisivo 5×14 §3º II4× · decisivo 4×1.197.929/PR16× · decisivo 3×
Gatilhos
de derrota
Combinações com taxa de derrota ≥80% — sinal para acordo prévio:
Vitima Idosa + sem Combo probatório completo3/3 · 100%
Pre Emprestimo Antes Transferencia + sem Log de auditoria disponível3/3 · 100%
Pre Emprestimo Antes Transferencia + sem Operação no perfil da vítima2/2 · 100%
Pre Emprestimo Antes Transferencia + sem Dados fornecidos voluntariamente2/2 · 100%
Recurso Financeiro Alimentar Comprometido + sem Log de auditoria disponível2/2 · 100%
Operacoes Em Sequencia Rapida + sem Monitoramento ativo reconhecido2/2 · 100%

Combo probatório

Este relator ainda não tem retrato qualitativo. Use o combo probatório abaixo como mapa geral — os 13 fatores foram calibrados contra o corpus inteiro (182 extratos + 4.028 acórdãos) e indicam a direção que a 4ª Subseção de Direito Privado tende a seguir. Consulte o retrato estatístico acima pra ver onde ANA DE LOURDES COUTINHO SILVA DA FONSECA se posiciona em relação à média.

379 extratos lidos · 4.028 acórdãos· 13 fatores calibrados· 6 zonas de modulação· peso dobrado: fatores com ★

Combo pró-banco

7 fatores · 5+ = banco vence (~90%)

Combo pró-consumidor

6 fatores · 4-6 = consumidor vence (~90%)

Matriz de desfechos por faixa de fatores

Combo pró-banco
FaixaNBancoParc.Cons.
6-7 de 718100%0%0%
4-5 de 77580%15%5%
2-3 de 711040%40%20%
0-1 de 71768%32%60%
Combo pró-consumidor
FaixaNBancoParc.Cons.
5-6 de 6620%10%90%
3-4 de 611510%38%52%
1-2 de 615535%43%22%
0 de 64779%15%6%

Combo misto (2-3 × 2-3) domina o corpus — ~125 extratos dos 379 lidos. Nesses casos, a proporção não é automaticamente 50/50: ela modula conforme a câmara julgadora, como mostra o mapa abaixo.

Zonas de modulação · o mapa de quem divide quanto

Por que esse estudo existe. Quando há culpa concorrente, o art. 945 do CC abre a porta pra dividir o prejuízo — mas não diz em que proporção. Lendo os 379 acórdãos em profundidade, mapeamos 6 padrões recorrentes de como as câmaras do TJSP efetivamente dividem.

O que ele diz. A mesma configuração probatória pode sair 50/50 na Valeria Longobardi, 60/40 banco na Márcia Rezende ou 75/25 contra o banco receptor na 14ª CDP. A câmara de distribuição manda tanto quanto os fatores do caso. Saber em qual zona seu caso cai antes do julgamento muda o cálculo de risco e o desenho da peça.

50/50
50/50

Modulação clássica art. 945 CC. Quando o combo apresenta 2-3 fatores de cada lado em câmaras generalistas, o relator divide meio-a-meio o prejuízo material e costuma afastar o dano moral.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.I, Núcleo 4.0-T.II, Núcleo 4.0-T.VIII
Relatores ·
Valeria Longobardi, João Battaus Neto, Daniel Issler, Thomaz Carvalhaes Ferreira
Casos paradigma
8
  • 1004267-46.2024· Valeria Longobardi

    Paradigma do 50/50. Spoofing reconhecido + credenciais autenticadas — culpa concorrente pura.

  • 1013074-23.2025.8.26.0554· Valéria Longobardi

    Falsa central · Bradesco mantido condenado a 50% dos R$ 112 mil em PIX e caixa eletrônico por falha em bloquear transações atípicas ao perfil (Súmula 479).

  • 1001098-40.2025.8.26.0062· João Battaus Neto

    Golpe do WhatsApp · Bradesco condenado a 50% (R$ 945) por falha no KYC da conta receptora; danos morais afastados por culpa concorrente da vítima.

60/40 banco
60/40

Modulação assimétrica em favor do consumidor (banco absorve 60%). Surge em casos Núcleo 4.0-T.VII com autorização manifesta de operação anômala pelo banco — o 'risco do negócio' pesa mais que a cedência de credenciais da vítima.

a gravidade da culpa do réu, que autorizando a transação indicativa de fraude, deve ter a responsabilidade preponderada pelo risco do negócio — 60% dos prejuízos
Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende, Fabiana Calil
Casos paradigma
4
  • 1000757-96.2025· Márcia Rezende

    60% banco por autorizar transação indicativa de fraude. Paradigma da modulação assimétrica.

  • Falso advogado com empréstimo + PIX de R$ 15.944 · culpa concorrente 60% banco / 40% autor; dano moral afastado.

  • Fraude com empréstimo de R$ 4.900 e transferência imediata · 60% banco e 40% autor; inexigibilidade do débito e ressarcimento proporcional.

70/30 banco
70/30

Modulação forte contra o banco — reservada a falha bifásica grave (golpe físico na agência + ausência de bloqueio). Duas falhas decisivas do banco em momentos distintos elevam a proporção.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende
Caso paradigma
1
  • 4003440-11.2025· Márcia Rezende

    ATM com nota falsa emitida pelo próprio caixa eletrônico + não bloqueio subsequente → 70% banco.

75/25 banco receptor
75/25

Aplicável a banco receptor da transferência em fraude com KYC falho na abertura de conta. Padrão severo da 14ª CDP — instituição receptora responde quase integralmente por deixar entrar laranja.

Câmaras ·
14ª CDP
Relatores ·
Thiago de Siqueira, Alexandre David Malfatti, Léa Duarte
Casos paradigma
6
  • 1004401-86.2025· Thiago de Siqueira

    Falso leilão · Santander receptor sem KYC documentado → 75% contra o banco receptor.

  • 1027361-22.2025.8.26.0576· Thiago de Siqueira

    Falsário abriu conta no Banco Inter · falha do banco reconhecida; dano moral afastado por ausência de prova de abalo concreto além de mero aborrecimento.

  • Golpe da OLX · empréstimos fraudulentos nulos, restituição em dobro de R$ 257 e dano moral de R$ 6 mil por fortuito interno (PicPay e Mercado Pago) (Súmula 479).

seletiva (só moral)

Culpa concorrente NÃO reduz o material — banco paga 100% — mas afasta o dano moral. Modulação não-tradicional: usa a culpa da vítima para cortar só o extrapatrimonial.

Câmaras ·
23ª CDP
Relatores ·
Lígia Araújo Bisogni
Casos paradigma
5
  • 1000131-31.2025· Lígia Araújo Bisogni

    100% material + dano moral afastado por culpa concorrente. Paradigma da modulação seletiva.

  • 1004836-02.2024.8.26.0020· Lígia Araújo Bisogni

    Falsa central com acesso remoto e transferências atípicas · Bradesco mantido condenado a R$ 60.851 em empréstimo inexigível (Súmula 479).

  • 1000659-85.2025.8.26.0205· Lígia Araújo Bisogni

    Falso advogado via WhatsApp · Bradesco condenado a restituir R$ 8.680 por falha no monitoramento; dano moral afastado por culpa concorrente (art. 945 CC).

fortuito bifásico

Decomposição do caso em duas fases: fortuito externo na contratação (banco isento) + fortuito interno na movimentação (banco responde pelo remanescente). Dobra e moral afastados.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.IV
Relatores ·
Dimitrios Zarvos Varellis
Casos paradigma
6
  • 1019246-40.2025· Dimitrios Zarvos Varellis

    Fortuito externo fase contratação + fortuito interno fase movimentação → compensação do remanescente na conta + dobra afastada + moral afastado.

  • 1008435-50.2023.8.26.0127· Dimitrios Zarvos Varellis

    Consignado obtido via correspondente irregular · C6 condenado à restituição em dobro + dano moral de R$ 5 mil por desconto indevido em benefício previdenciário — fortuito interno configurado.

  • 1061557-68.2024.8.26.0506· Dimitrios Zarvos Varellis

    Falso oficial de justiça presencial · banco não impediu empréstimo de R$ 14.786 e PIX de R$ 9.999 fora do perfil; condenação mantida por falha do serviço (Súmula 479).

Casos recentes (25)

  • 1000002-30.2024.8.26.0545
    Banco Inter: conta invadida com alteração de senha/dados cadastrais, múltiplas operações fraudulentas e venda de ações; banco responde objetivamente (Súmula 479 STJ); dano moral reduzido de R$20k para R$10k.
    parcial2026-04-13
  • 1006677-54.2025.8.26.0066
    Vítima de falsa central de atendimento teve 7 operações de crédito fraudulentas contratadas simultaneamente; TJSP reformou improcedência e condenou Banco Mercantil ao pagamento de dano material e R$5.000 de dano moral por falha no monitoramento de perfil.
    consumidor2026-04-13
  • 1167220-60.2024.8.26.0100
    TJSP nega provimento ao recurso da PagSeguro: instituição não comprovou KYC na abertura das contas destinatárias do Pix fraudulento (falsa central de atendimento), mantendo condenação solidária ao ressarcimento de metade dos valores (culpa concorrente da vítima reconhecida).
    consumidor2026-04-10
  • 1015903-64.2024.8.26.0019
    Banco Mercantil responde objetivamente por golpe de falsa portabilidade em conta de beneficiária previdenciária; recurso parcialmente provido apenas para reduzir dano moral de R$8k para R$5k.
    parcial2026-03-31
  • 1006096-67.2024.8.26.0650
    Banco Mercantil nega provimento: aposentada vítima de golpe do falso entregador (foto usada para contratar empréstimos consignados e transferências Pix de R$39.994,58); banco condenado por falha no monitoramento de operações atípicas ao perfil da consumidora.
    consumidor2026-03-25
  • 1011830-24.2024.8.26.0286
    Consumidora vítima de golpe do falso entregador (foto usada para fraude consignada) obtém R$5k de dano moral, multa por litigância de má-fé do banco e reforma na base de cálculo dos honorários.
    consumidor2026-03-25
  • 1006417-66.2024.8.26.0565
    Recurso do autor desprovido: golpe de falsa portabilidade sem nexo causal com o banco réu; pedido de revisão por abusividade de juros também rejeitado por falta de prova.
    banco2026-03-24
  • 1000952-91.2025.8.26.0484
    Apelação desprovida: autor forneceu voluntariamente token via WhatsApp a fraudadores e pagou boleto falso (R$41.972,45) com beneficiário diverso, caracterizando fortuito externo que afasta responsabilidade do Banco Safra.
    banco2026-03-18
  • 1001514-64.2025.8.26.0011
    Golpe da maquininha via GetNinjas: Banco Santander responsabilizado objetivamente por autorizar transação atípica de R$9.999,99 (moral reduzido a R$5k); GetNinjas isento por fato exclusivo de terceiro.
    parcial2026-03-18
  • 1004850-89.2024.8.26.0309
    Banco Bradesco responde objetivamente por empréstimos fraudulentos via spoofing (Súmula 479 STJ); recurso parcialmente provido apenas para afastar restituição de R$10.000 do boleto por enriquecimento sem causa; dano moral e nulidade mantidos.
    parcial2026-03-10
  • 1016202-74.2024.8.26.0590
    TJSP reforma sentença e julga improcedente ação contra Sicredi e IUGU: autora realizou Pix de R$2.589 voluntariamente após golpe de falsa central, operações eram compatíveis com perfil da conta, afastando responsabilidade objetiva do banco por culpa exclusiva da vítima.
    banco2026-03-04
  • 1000195-57.2025.8.26.0368
    Apelação desprovida: consumidora foi vítima de golpe de falsa portabilidade consignada mas transferiu voluntariamente R$3.804,50 a terceiro após ligar se passando por correspondente, configurando fortuito externo (CDC art.14 §3º II) que afasta responsabilidade do Banco Agibank.
    banco2026-03-04
  • 1001468-07.2023.8.26.0606
    TJSP deu provimento ao Bradesco: vítima transferiu PIX voluntariamente após golpe de falsa venda de geladeira em rede social, culpa exclusiva da consumidora e terceiro fraudador afastou responsabilidade do banco (CDC art. 14 §3º II).
    banco2026-03-04
  • 1003837-76.2024.8.26.0011
    Ação regressiva da Aymoré contra PagSeguro por boleto falso julgada improcedente: adulteração ocorreu após emissão, consumidor não adotou cautelas e fraude detectada 3 meses depois; ausência de nexo causal afasta responsabilidade da intermediadora.
    banco2026-03-04
  • 1006717-64.2025.8.26.0477
    Furto de celular com uso do app bancário para contratar empréstimos e esvaziar conta: banco condenado por falha no monitoramento de operações atípicas, dano moral de R$6k e restituição em dobro por descumprimento de tutela de urgência.
    consumidor2026-03-04
  • 1047005-55.2024.8.26.0100
    Golpe do falso entregador: C6 Bank responde por débito de R$4.500 no cartão (transação atípica ao perfil), mas dano moral afastado por ausência de circunstâncias agravantes; recurso parcialmente provido.
    parcial2026-03-04
  • 1006080-77.2025.8.26.0004
    Banco Agibank perde no mérito: empréstimo consignado não contratado pela autora, restituição em dobro mantida, dano moral reduzido para R$5k e compensação de R$2k autorizada.
    parcial2026-03-04
  • 1011741-67.2024.8.26.0361
    Idosa de 85 anos tem cartão furtado via 'benzimento'; fraudador contrata 3 empréstimos e realiza 5 saques em 12 minutos — TJSP reforma improcedência, declara inexigibilidade, condena em dobro e fixa R$4k moral.
    consumidor2026-03-04
  • 1085882-98.2023.8.26.0100
    TJSP nega provimento à apelação de consumidora que alegou empréstimo não contratado com BMG; banco provou contratação digital com foto/RG/assinatura eletrônica e renegociação de dívida anterior; versões contraditórias da autora afastaram a verossimilhança das alegações de fraude.
    banco2026-02-25
  • 1069107-08.2023.8.26.0100
    Roubo de celular com transações fraudulentas (R$30.500): banco condenado no material por fortuito interno e falha no monitoramento de perfil; dano moral afastado por falta de prova de abalo extrapatrimonial.
    parcial2026-02-25
  • 1006200-34.2024.8.26.0529
    Banco Bradesco negado provimento: vítima idosa/aposentada sofreu Pix fraudulento de R$32.720,50 via falsa central; banco condenado a restituir valor + R$5.000 danos morais por falha no monitoramento de operação atípica.
    consumidor2026-02-25
  • 1008463-96.2023.8.26.0004
    TJSP reforma sentença e julga improcedente ação do autor: banco realizou 32 bloqueios e 17 ligações confirmando transações, autor autorizou todas voluntariamente por 5 meses — fortuito externo e culpa exclusiva da vítima afastam responsabilidade do Itaú Unibanco (R$ 1,19 mi).
    banco2026-02-11
  • 1002482-19.2024.8.26.0597
    TJSP nega provimento a ambos os recursos: mantém restituição de valores fraudados via PIX em conta de menor (banco falhou em provar regularidade), mas afasta dano moral por ausência de violação a direito da personalidade.
    parcial2026-02-11
  • 1005268-70.2025.8.26.0348
    Vítima idosa teve cartão extraviado; terceiro contratou empréstimo em ATM no mesmo dia; TJSP reforma improcedência e condena banco à declaração de nulidade, devolução dobrada das parcelas pagas e R$ 4.000 de dano moral.
    consumidor2026-01-29
  • 1002807-29.2025.8.26.0477
    Cartão de crédito furtado junto ao veículo foi usado em compras atípicas; banco não detectou operações suspeitas e negativou o autor; TJSP reformou sentença de improcedência para declarar inexigibilidade e condenar ao dano moral de R$5.000,00.
    consumidor2025-12-17