Acórdão · TJSP

1002482-19.2024.8.26.0597

Engenharia social (genérica)ItaúConta corrente PFIndefinidoPIX
Parcial

Análise do acórdão

Síntese do caso

TJSP 13ª Câmara mantém restituição de valores fraudados via PIX em conta de menor (banco não provou regularidade com docs parciais/ilegíveis), mas afasta dano moral por ausência de violação a direito da personalidade — resultado parcialmente favorável ao banco.

O que foi julgado

Produto bancário
Conta corrente PF
Canal da fraude
Indefinido
Instrumento de perda
PIX
Valor fraudado
Divisão da responsabilidade
Recíproca · banco maior
Descrição do golpe

Transferências via PIX não reconhecidas e resgates de investimentos na conta de menor, ocorridas entre 22.05.2023 e 31.05.2023, logo após abertura de conta corrente, sugestivo de engenharia social ou invasão de conta

Marcadores do caso
Multiplas Transferencias EscalonadasOperacoes Em Sequencia RapidaValor Alto Atipico
Sinais de alerta
Antifraude FalhouMonitoramento DeficienteMultiplas Operacoes Curto Prazo

Resultado

Dano material
Dano moral
R$ 0,00
Exige Prova
Custo total estimado
R$ 0,00
Fundamento do afastamento do dano moral

ausencia_violacao_direito_personalidade_valores_simbolicos_sem_prejudicio_subsistencia

Teses

  • ★ principalMaterialPró-consumidorAcolhida
    Responsabilidade Objetiva Fortuito Interno Fraude Terceiro

    Banco apresentou documentos parciais e ilegíveis incapazes de comprovar autenticidade das operações; inversão do ônus aplicada via CDC art. 6º VIII determinou restituição dos valores.

    Requisitos
    Biometria ValidadaSenha Validada BancoLog Auditoria DisponivelAusencia Prova Tecnica AutorCombo Probatorio CompletoOperacao AtipicaAnalise Intervalo Transacoes CurtoAnalise Valor AtipicoBo Registrado Tempestivo
  • MoralPró-bancoAcolhida
    Ausencia Dano Moral Valores Simbolicos Sem Abalo Personalidade

    Valores na conta eram meramente simbólicos enviados por familiares, sem destinação à subsistência, e não houve exposição vexatória, constrangimento público ou ofensa à honra dos autores.

    Requisitos
    Outro
  • PreliminarPró-consumidorAcolhida
    Rejeicao Cerceamento Defesa E Litisconsorcio Passivo

    Prova oral não contribuiria para solução técnica da controvérsia; banco responde objetivamente como fornecedor independentemente de terceiros beneficiários.

    Requisitos
    Hipossuficiente Tecnica
  • MaterialPró-consumidorRejeitada
    Culpa Exclusiva Consumidor Uso Credenciais

    Alegação de uso de IP habitual, biometria facial e credenciais pessoais não foi comprovada por documentação suficiente — registros apresentados eram parciais e ilegíveis.

    Requisitos
    Biometria ValidadaDispositivo ReconhecidoLog Auditoria DisponivelDados Fornecidos Voluntariamente
  • MoralPró-bancoRejeitada
    Dano Moral Presumido Fraude Bancaria

    Dano moral exige prova de violação a direito da personalidade; valores simbólicos sem destinação à subsistência e ausência de exposição vexatória afastaram o dano moral in re ipsa.

    Requisitos
    Hipossuficiente TecnicaOutro

Como o tribunal decidiu

Precedentes decisivos

  • Sumula Stj479

    Fundamento central para responsabilidade objetiva do banco por fortuito interno em fraudes de terceiros, afastando alegação de culpa exclusiva do consumidor.

  • Art Cdc6_VIII

    Inversão do ônus da prova aplicada ao banco para demonstrar regularidade das operações impugnadas — ônus do qual não se desincumbiu com documentos parciais e ilegíveis.

  • STJ1.197.929/PR

    Precedente representativo de controvérsia (art. 543-C CPC) que solidifica responsabilidade objetiva de bancos por fraudes de terceiros como risco do empreendimento.

Contrapontos rebatidos

  • Autores alegaram abalo emocional e quebra de confiança com a instituição; acórdão rebateu afirmando que os valores eram meramente simbólicos enviados por familiares, sem destinação à subsistência, e que não houve exposição vexatória, constrangimento público ou ofensa à honra.
  • Banco alegou autenticação por biometria facial, IP habitual e credenciais pessoais para afastar responsabilidade; acórdão rejeitou por os documentos apresentados serem parciais e ilegíveis, insuficientes para comprovar regularidade das operações.

Ônus não cumprido

  • Aproveitou: Pró-consumidor

    Banco não se desincumbiu do ônus de provar regularidade das operações impugnadas, apresentando apenas registros parciais e ilegíveis, o que determinou a restituição dos valores fraudados.

Contexto

Perfil da vítima

Faixa etária
Jovem
Ocupação
Outro
Vulnerabilidade
Hipossuficiente técnico
Movimento atípico
Sim

Documentos citados

  • ·registros parciais e ilegíveis (fls.47)
  • ·boletim de ocorrência (fls.24-25)
  • ·sentença fls.182-185
  • ·apelação autores fls.188-199
  • ·apelação banco fls.202-218
  • ·contrarrazões fls.226-236
  • ·contrarrazões fls.237-242
  • ·manifestação Procuradoria fls.253-256

Capa do processo

1ª instância

Classe
Procedimento Comum CíVel
Órgão julgador
Foro de Sertãozinho · 1ª Vara Cível
Colegiado
Relator / Juiz
ANA CAROLINA ALEIXO CASCALDI MARCELINO GOMES CUNHA
Competência
Cível
Data de autuação
1 abr 2024
Última movimentação
Valor da causa
R$ 22.454,99
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

2ª instância

Encerrado
Classe
ApelaçãO CíVel
Órgão julgador
13ª Câmara de Direito Privado
Colegiado
Relator / Juiz
ANA DE LOURDES COUTINHO SILVA DA FONSECA
Competência
Direito Privado 2
Data de autuação
Última movimentação
Valor da causa
R$ 22.454,99
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
DIREITO DO CONSUMIDOR - Contratos de Consumo - Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

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