JONIZE SACCHI DE OLIVEIRA

24ª Câmara de Direito Privado · #77 de 113 em taxa pró-banco

pró-consumidor
22 acórdãos no estudo
Pró-banco
27%
Custo médio
R$ 7.793
Dano moral
R$ 5.692
Dano material
R$ 6.841

Retrato estatístico · JONIZE SACCHI DE OLIVEIRA

base: 22 acórdãos · atualizado diariamente
Posicionamento
27%pró-banco#77 de 11324ª Câmara de Direito Privado
Tendência ascendente · +50pp 2025-T3 → 2026-T2
Tese preferida
Fortuito Externo — Culpa do Consumidorprincipal · 100% das vitórias5 casos
Rejeições
automáticas
Nenhuma tese com taxa de rejeição ≥80% (amostra mínima 3 ocorrências).
Estilo decisório
pró-consumidor
Rigor 0% · formalismo 0%
Precedentes-
assinatura
Top 5 fundamentos citados com peso decisivo:
47916× · decisivo 14×145× · decisivo 4×14_caput_§3_I_II4× · decisivo 4×600.663/RS4× · decisivo 4×14_§3_II4× · decisivo 3×
Gatilhos
de derrota
Combinações com taxa de derrota ≥80% — sinal para acordo prévio:
Operacoes Em Sequencia Rapida + sem Ausência de prova técnica do autor5/6 · 83%
Operacoes Em Sequencia Rapida + sem Log de auditoria disponível4/4 · 100%
Vitima Aposentado Inss + sem Log de auditoria disponível4/4 · 100%
Recurso Financeiro Alimentar Comprometido + sem Log de auditoria disponível3/3 · 100%
Recurso Financeiro Alimentar Comprometido + sem Biometria validada2/2 · 100%
Contratacao Digital + sem Ato de terceiro identificado2/2 · 100%

Combo probatório

Este relator ainda não tem retrato qualitativo. Use o combo probatório abaixo como mapa geral — os 13 fatores foram calibrados contra o corpus inteiro (182 extratos + 4.028 acórdãos) e indicam a direção que a 4ª Subseção de Direito Privado tende a seguir. Consulte o retrato estatístico acima pra ver onde JONIZE SACCHI DE OLIVEIRA se posiciona em relação à média.

379 extratos lidos · 4.028 acórdãos· 13 fatores calibrados· 6 zonas de modulação· peso dobrado: fatores com ★

Combo pró-banco

7 fatores · 5+ = banco vence (~90%)

Combo pró-consumidor

6 fatores · 4-6 = consumidor vence (~90%)

Matriz de desfechos por faixa de fatores

Combo pró-banco
FaixaNBancoParc.Cons.
6-7 de 718100%0%0%
4-5 de 77580%15%5%
2-3 de 711040%40%20%
0-1 de 71768%32%60%
Combo pró-consumidor
FaixaNBancoParc.Cons.
5-6 de 6620%10%90%
3-4 de 611510%38%52%
1-2 de 615535%43%22%
0 de 64779%15%6%

Combo misto (2-3 × 2-3) domina o corpus — ~125 extratos dos 379 lidos. Nesses casos, a proporção não é automaticamente 50/50: ela modula conforme a câmara julgadora, como mostra o mapa abaixo.

Zonas de modulação · o mapa de quem divide quanto

Por que esse estudo existe. Quando há culpa concorrente, o art. 945 do CC abre a porta pra dividir o prejuízo — mas não diz em que proporção. Lendo os 379 acórdãos em profundidade, mapeamos 6 padrões recorrentes de como as câmaras do TJSP efetivamente dividem.

O que ele diz. A mesma configuração probatória pode sair 50/50 na Valeria Longobardi, 60/40 banco na Márcia Rezende ou 75/25 contra o banco receptor na 14ª CDP. A câmara de distribuição manda tanto quanto os fatores do caso. Saber em qual zona seu caso cai antes do julgamento muda o cálculo de risco e o desenho da peça.

50/50
50/50

Modulação clássica art. 945 CC. Quando o combo apresenta 2-3 fatores de cada lado em câmaras generalistas, o relator divide meio-a-meio o prejuízo material e costuma afastar o dano moral.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.I, Núcleo 4.0-T.II, Núcleo 4.0-T.VIII
Relatores ·
Valeria Longobardi, João Battaus Neto, Daniel Issler, Thomaz Carvalhaes Ferreira
Casos paradigma
8
  • 1004267-46.2024· Valeria Longobardi

    Paradigma do 50/50. Spoofing reconhecido + credenciais autenticadas — culpa concorrente pura.

  • 1013074-23.2025.8.26.0554· Valéria Longobardi

    Falsa central · Bradesco mantido condenado a 50% dos R$ 112 mil em PIX e caixa eletrônico por falha em bloquear transações atípicas ao perfil (Súmula 479).

  • 1001098-40.2025.8.26.0062· João Battaus Neto

    Golpe do WhatsApp · Bradesco condenado a 50% (R$ 945) por falha no KYC da conta receptora; danos morais afastados por culpa concorrente da vítima.

60/40 banco
60/40

Modulação assimétrica em favor do consumidor (banco absorve 60%). Surge em casos Núcleo 4.0-T.VII com autorização manifesta de operação anômala pelo banco — o 'risco do negócio' pesa mais que a cedência de credenciais da vítima.

a gravidade da culpa do réu, que autorizando a transação indicativa de fraude, deve ter a responsabilidade preponderada pelo risco do negócio — 60% dos prejuízos
Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende, Fabiana Calil
Casos paradigma
4
  • 1000757-96.2025· Márcia Rezende

    60% banco por autorizar transação indicativa de fraude. Paradigma da modulação assimétrica.

  • Falso advogado com empréstimo + PIX de R$ 15.944 · culpa concorrente 60% banco / 40% autor; dano moral afastado.

  • Fraude com empréstimo de R$ 4.900 e transferência imediata · 60% banco e 40% autor; inexigibilidade do débito e ressarcimento proporcional.

70/30 banco
70/30

Modulação forte contra o banco — reservada a falha bifásica grave (golpe físico na agência + ausência de bloqueio). Duas falhas decisivas do banco em momentos distintos elevam a proporção.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.VII
Relatores ·
Márcia Rezende
Caso paradigma
1
  • 4003440-11.2025· Márcia Rezende

    ATM com nota falsa emitida pelo próprio caixa eletrônico + não bloqueio subsequente → 70% banco.

75/25 banco receptor
75/25

Aplicável a banco receptor da transferência em fraude com KYC falho na abertura de conta. Padrão severo da 14ª CDP — instituição receptora responde quase integralmente por deixar entrar laranja.

Câmaras ·
14ª CDP
Relatores ·
Thiago de Siqueira, Alexandre David Malfatti, Léa Duarte
Casos paradigma
6
  • 1004401-86.2025· Thiago de Siqueira

    Falso leilão · Santander receptor sem KYC documentado → 75% contra o banco receptor.

  • 1027361-22.2025.8.26.0576· Thiago de Siqueira

    Falsário abriu conta no Banco Inter · falha do banco reconhecida; dano moral afastado por ausência de prova de abalo concreto além de mero aborrecimento.

  • Golpe da OLX · empréstimos fraudulentos nulos, restituição em dobro de R$ 257 e dano moral de R$ 6 mil por fortuito interno (PicPay e Mercado Pago) (Súmula 479).

seletiva (só moral)

Culpa concorrente NÃO reduz o material — banco paga 100% — mas afasta o dano moral. Modulação não-tradicional: usa a culpa da vítima para cortar só o extrapatrimonial.

Câmaras ·
23ª CDP
Relatores ·
Lígia Araújo Bisogni
Casos paradigma
5
  • 1000131-31.2025· Lígia Araújo Bisogni

    100% material + dano moral afastado por culpa concorrente. Paradigma da modulação seletiva.

  • 1004836-02.2024.8.26.0020· Lígia Araújo Bisogni

    Falsa central com acesso remoto e transferências atípicas · Bradesco mantido condenado a R$ 60.851 em empréstimo inexigível (Súmula 479).

  • 1000659-85.2025.8.26.0205· Lígia Araújo Bisogni

    Falso advogado via WhatsApp · Bradesco condenado a restituir R$ 8.680 por falha no monitoramento; dano moral afastado por culpa concorrente (art. 945 CC).

fortuito bifásico

Decomposição do caso em duas fases: fortuito externo na contratação (banco isento) + fortuito interno na movimentação (banco responde pelo remanescente). Dobra e moral afastados.

Câmaras ·
Núcleo 4.0-T.IV
Relatores ·
Dimitrios Zarvos Varellis
Casos paradigma
6
  • 1019246-40.2025· Dimitrios Zarvos Varellis

    Fortuito externo fase contratação + fortuito interno fase movimentação → compensação do remanescente na conta + dobra afastada + moral afastado.

  • 1008435-50.2023.8.26.0127· Dimitrios Zarvos Varellis

    Consignado obtido via correspondente irregular · C6 condenado à restituição em dobro + dano moral de R$ 5 mil por desconto indevido em benefício previdenciário — fortuito interno configurado.

  • 1061557-68.2024.8.26.0506· Dimitrios Zarvos Varellis

    Falso oficial de justiça presencial · banco não impediu empréstimo de R$ 14.786 e PIX de R$ 9.999 fora do perfil; condenação mantida por falha do serviço (Súmula 479).

Casos recentes (22)

  • 1010007-78.2022.8.26.0223
    Fraude em empréstimos consignados não autorizados em nome de idosa aposentada; banco cessionário responde solidariamente; moral reduzido a R$6k; repetição simples no contrato 1 e dobrada no contrato 2; provimento parcial do recurso bancário.
    parcial2026-04-07
  • 1052015-38.2024.8.26.0114
    TJSP reforma sentença e julga improcedente ação contra Banco Olé Consignados: autora foi vítima de golpista via WhatsApp não oficial, mas seguiu instruções, completou contratação de empréstimo consignado pelo próprio dispositivo e transferiu R$ 9.867,42 a terceiro, configurando culpa exclusiva do consumidor (art. 14, §3º, II, CDC).
    banco2026-04-07
  • 1027856-22.2024.8.26.0602
    Banco do Brasil e Visa negam provimento; cartão nunca desbloqueado teve +100 transações contactless fraudulentas; falha de monitoramento; repetição em dobro R$7.425,50 + danos morais R$5.000 mantidos.
    consumidor2026-03-25
  • 1006943-53.2023.8.26.0020
    Bradesco nega provimento: banco condenado por empréstimos fraudulentos (R$ 23.203,04) em conta de aposentada idosa, com repetição em dobro e dano moral de R$ 5.000,00 mantidos
    consumidor2026-03-25
  • 1013010-40.2023.8.26.0309
    TJSP reforma improcedência e condena Banco PAN por empréstimo consignado contratado com vício de consentimento via representante que ofertou falsa portabilidade, com repetição dobrada do indébito e dano moral de R$5.000,00.
    consumidor2026-03-25
  • 1016834-27.2025.8.26.0506
    TJSP nega provimento ao C6 Consignado: empréstimo consignado contratado fraudulentamente em nome de idoso INSS (R$21.167,35) — dados incorretos, geolocalização divergente e Pix para terceiros confirmam fraude; mantidos declaração de nulidade e dano moral de R$5.000,00.
    consumidor2026-03-25
  • 1024223-78.2024.8.26.0577
    Golpe falsa central Itaú: aposentada idosa teve empréstimo fraudulento contratado via acesso remoto; TJSP reconheceu culpa concorrente 50/50 (perfil atípico não monitorado), declarou inexigível metade do saldo devedor e afastou dano moral.
    parcial2026-03-13
  • 1021931-20.2025.8.26.0405
    Banco negado provimento: roubo de cartão de débito, 11 compras contactless na madrugada (R$ 1.116,90), fortuito interno por falha de monitoramento de perfil; dano moral afastado por demora de 2 anos no ajuizamento.
    consumidor2026-03-13
  • 1007017-83.2025.8.26.0361
    TJSP nega provimento à apelação da vítima do golpe das tarefas: transferências PIX voluntárias autenticadas por biometria configuram fortuito externo, afastando responsabilidade de Banco C6 e Santander (art. 14, §3º, II, CDC).
    banco2026-03-12
  • 1004814-36.2025.8.26.0269
    TJSP anula sentença de improcedência por cerceamento de defesa: vítima de golpe com agentes SUS falsos teve contratos consignados em seu nome, valores transferidos via Pix a conta PagSeguro desconhecida, sem instrução suficiente para apurar responsabilidade.
    consumidor2026-02-12
  • 1009828-29.2024.8.26.0077
    Preposto do Banco Mercantil em Birigui contratou empréstimos fraudulentos em nome de beneficiário INSS; TJSP reformou improcedência para declarar inexistência dos contratos, restituição em dobro e R$7k de danos morais.
    consumidor2026-02-12
  • 1011268-12.2025.8.26.0405
    TJSP reforma improcedência: culpa concorrente 50/50 em golpe do falso funcionário com empréstimo de R$ 40k; banco responde por metade + R$ 5k dano moral por negativação indevida
    parcial2026-02-12
  • 1003183-76.2025.8.26.0586
    Golpe do boleto via WhatsApp por número não oficial; autora pagou R$4.000 ao Mercado Pago; TJSP nega provimento por culpa exclusiva do consumidor/terceiro (art. 14, §3º, II, CDC e Enunciado 12 TJSP).
    banco2026-02-12
  • 1001772-69.2025.8.26.0045
    TJSP nega provimento ao recurso da autora idosa que pedia majoração do dano moral de R$5k para R$10k em golpe de falso funcionário com empréstimos consignados fraudulentos; quantum mantido como proporcional.
    banco2026-02-12
  • 1000569-53.2025.8.26.0407
    Correspondente bancária contratou empréstimo consignado de R$ 1.500 em nome de beneficiário do INSS sem consentimento e desviou o valor via PIX; TJSP negou provimento ao recurso do banco e da corré, mantendo declaração de inexigibilidade, restituição em dobro e danos morais de R$ 5.000.
    consumidor2026-02-12
  • 1006039-78.2025.8.26.0047
    TJSP nega provimento ao consumidor: golpe do falso gerente (spoofing do número da agência) com culpa exclusiva do autor que realizou empréstimo R$8.040, boleto R$1.100 e PIX R$1.900 no próprio app.
    banco2026-02-12
  • 1009069-70.2025.8.26.0161
    Banco PAN responde por boletos fraudulentos (R$4.952) emitidos com dados sigilosos vazados do cliente; restituição simples (não dobrada); dano moral afastado; sucumbência recíproca mantida.
    parcial2026-02-03
  • 1009023-81.2025.8.26.0161
    Crefisa condenada por empréstimo pessoal fraudulento contratado via WhatsApp com CPF e selfie capturada em videochamada; dano moral reduzido de R$10k para R$5k por ausência de repercussões mais gravosas; sucumbência mantida integralmente ao banco pela Súmula 326 STJ.
    parcial2026-02-03
  • 1003905-85.2024.8.26.0347
    Golpe do motoboy: TJSP nega provimento à apelação e mantém improcedência — culpa exclusiva da consumidora que entregou cartões Luizacred a falsário após fornecer dados por telefone não oficial; transações presenciais com chip e senha dentro do padrão de consumo.
    banco2026-01-29
  • 1000863-02.2025.8.26.0506
    Invasão de conta de idosa aposentada com 2 empréstimos fraudulentos (R$ 8.013) e Pix a terceiro; banco responde objetivamente (S. 479); restituição simples (EAREsp 676.608); dano moral reduzido de R$ 10k para R$ 6k.
    parcial2025-12-18
  • 1002845-74.2024.8.26.0445
    TJSP majora dano moral de R$3k para R$10k: banco emitiu cartão Samsung não solicitado, criminosos usaram para transações fraudulentas discrepantes do perfil da autora e negativaram indevidamente seu nome.
    consumidor2025-12-18
  • 1021657-20.2024.8.26.0008
    Empréstimos pessoais fraudulentos + PIX: banco responde por fortuito interno (Súmula 479); dano moral reduzido de R$10k para R$5k ante ausência de negativação; recurso do banco parcialmente provido.
    parcial2025-08-26