Multiplas Transferencias Escalonadas+ semAusência de prova técnica do autor2/2 · 100%
Operacoes Em Sequencia Rapida+ semBiometria validada2/2 · 100%
Combo probatório
Este relator ainda não tem retrato qualitativo. Use o combo probatório abaixo como mapa geral — os 13 fatores foram calibrados contra o corpus inteiro (182 extratos + 4.028 acórdãos) e indicam a direção que a 4ª Subseção de Direito Privado tende a seguir. Consulte o retrato estatístico acima pra ver onde COUTINHO DE ARRUDA se posiciona em relação à média.
379 extratos lidos · 4.028 acórdãos· 13 fatores calibrados· 6 zonas de modulação· peso dobrado: fatores com ★
Combo pró-banco
7 fatores · 5+ = banco vence (~90%)
Combo pró-consumidor
6 fatores · 4-6 = consumidor vence (~90%)
Matriz de desfechos por faixa de fatores
Combo pró-banco
Faixa
N
Banco
Parc.
Cons.
6-7 de 7
18
100%
0%
0%
4-5 de 7
75
80%
15%
5%
2-3 de 7
110
40%
40%
20%
0-1 de 7
176
8%
32%
60%
Combo pró-consumidor
Faixa
N
Banco
Parc.
Cons.
5-6 de 6
62
0%
10%
90%
3-4 de 6
115
10%
38%
52%
1-2 de 6
155
35%
43%
22%
0 de 6
47
79%
15%
6%
Combo misto (2-3 × 2-3) domina o corpus — ~125 extratos dos 379 lidos. Nesses casos, a proporção não é automaticamente 50/50: ela modula conforme a câmara julgadora, como mostra o mapa abaixo.
Zonas de modulação · o mapa de quem divide quanto
Por que esse estudo existe. Quando há culpa concorrente, o art. 945 do CC abre a porta pra dividir o prejuízo — mas não diz em que proporção. Lendo os 379 acórdãos em profundidade, mapeamos 6 padrões recorrentes de como as câmaras do TJSP efetivamente dividem.
O que ele diz. A mesma configuração probatória pode sair 50/50 na Valeria Longobardi, 60/40 banco na Márcia Rezende ou 75/25 contra o banco receptor na 14ª CDP. A câmara de distribuição manda tanto quanto os fatores do caso. Saber em qual zona seu caso cai antes do julgamento muda o cálculo de risco e o desenho da peça.
50/50
50/50
Modulação clássica art. 945 CC. Quando o combo apresenta 2-3 fatores de cada lado em câmaras generalistas, o relator divide meio-a-meio o prejuízo material e costuma afastar o dano moral.
Falsa central · Bradesco mantido condenado a 50% dos R$ 112 mil em PIX e caixa eletrônico por falha em bloquear transações atípicas ao perfil (Súmula 479).
Golpe do WhatsApp · Bradesco condenado a 50% (R$ 945) por falha no KYC da conta receptora; danos morais afastados por culpa concorrente da vítima.
60/40 banco
60/40
Modulação assimétrica em favor do consumidor (banco absorve 60%). Surge em casos Núcleo 4.0-T.VII com autorização manifesta de operação anômala pelo banco — o 'risco do negócio' pesa mais que a cedência de credenciais da vítima.
“a gravidade da culpa do réu, que autorizando a transação indicativa de fraude, deve ter a responsabilidade preponderada pelo risco do negócio — 60% dos prejuízos”
Fraude com empréstimo de R$ 4.900 e transferência imediata · 60% banco e 40% autor; inexigibilidade do débito e ressarcimento proporcional.
70/30 banco
70/30
Modulação forte contra o banco — reservada a falha bifásica grave (golpe físico na agência + ausência de bloqueio). Duas falhas decisivas do banco em momentos distintos elevam a proporção.
ATM com nota falsa emitida pelo próprio caixa eletrônico + não bloqueio subsequente → 70% banco.
75/25 banco receptor
75/25
Aplicável a banco receptor da transferência em fraude com KYC falho na abertura de conta. Padrão severo da 14ª CDP — instituição receptora responde quase integralmente por deixar entrar laranja.
Câmaras ·
14ª CDP
Relatores ·
Thiago de Siqueira, Alexandre David Malfatti, Léa Duarte
Falsário abriu conta no Banco Inter · falha do banco reconhecida; dano moral afastado por ausência de prova de abalo concreto além de mero aborrecimento.
Golpe da OLX · empréstimos fraudulentos nulos, restituição em dobro de R$ 257 e dano moral de R$ 6 mil por fortuito interno (PicPay e Mercado Pago) (Súmula 479).
seletiva (só moral)
Culpa concorrente NÃO reduz o material — banco paga 100% — mas afasta o dano moral. Modulação não-tradicional: usa a culpa da vítima para cortar só o extrapatrimonial.
Falso advogado via WhatsApp · Bradesco condenado a restituir R$ 8.680 por falha no monitoramento; dano moral afastado por culpa concorrente (art. 945 CC).
fortuito bifásico
Decomposição do caso em duas fases: fortuito externo na contratação (banco isento) + fortuito interno na movimentação (banco responde pelo remanescente). Dobra e moral afastados.
Consignado obtido via correspondente irregular · C6 condenado à restituição em dobro + dano moral de R$ 5 mil por desconto indevido em benefício previdenciário — fortuito interno configurado.
Falso oficial de justiça presencial · banco não impediu empréstimo de R$ 14.786 e PIX de R$ 9.999 fora do perfil; condenação mantida por falha do serviço (Súmula 479).
Banco Bradesco responde objetivamente (Súmula 479 STJ) por Pix fraudulento sofrido por empresa após golpe via ligação telefônica com QR Code falso; recurso do banco negado e honorários majorados para 15%.
TJSP condena intermediadora de pagamentos (LocalPay) por golpe de falso investimento (ZENSTOX): restituição simples de R$899 intermediados + dano moral de R$5.000, com responsabilidade objetiva pela Súmula 479 STJ.
Banco Bradesco nega provimento: conta de cliente invadida por terceiro que contratou 5 empréstimos e transferiu R$25.351,50; responsabilidade objetiva pela Súmula 479 STJ; dano moral de R$5.000 mantido.
Idoso aposentado vítima de golpe da falsa central Banco PAN: empréstimo de R$46.914,14 não solicitado + desvio dos valores para ATOS; TJSP reconhece responsabilidade objetiva do banco (Súmula 479), declara inexigibilidade do débito, ordena devolução simples e fixa dano moral em R$10.000,00.
Autora vítima de golpe do falso funcionário foi induzida a devolver empréstimo sob pretexto de cancelar seguro não contratado; TJSP reformou improcedência e condenou banco e corretora solidariamente a restituir valores e pagar R$ 10 mil de dano moral
Capital Consig responde objetivamente por empréstimo contratado sem autorização via falsa portabilidade por correspondente; restituição linear (não em dobro) e dano moral de R$10k mantidos.
Banco BMG responde objetivamente por golpe via WhatsApp em que fraudador usou dados da própria instituição para induzir aposentada a contratar empréstimos e realizar transferências PIX; recurso improvido, sentença mantida.
Cumprimento de sentença: TJSP afasta excesso de execução e mantém cálculos da exequente, pois valor creditado (R$11.810,47) foi devolvido à Lumos via boleto, não cabendo compensação nos cálculos.
Golpe do falso emprego via WhatsApp: vítima transferiu R$8.170,29 em PIX para contas abertas digitalmente pelas rés sem cautelas de KYC; TJSP reforma improcedência e condena solidariamente as instituições de pagamento pelo material, afastando dano moral.
TJSP nega provimento ao Itaú Unibanco: banco responde objetivamente por golpe do motoboy contra idoso aposentado que entregou cartões/celular e teve biometria fraudada dentro da própria agência, resultando em empréstimos de ~R$51.563 e ~30 transferências Pix indevidas após banco ter ciência da fraude dias antes.
TJSP nega provimento a recursos do Banco C6 e Banco Bari: contratos de empréstimo consignado declarados inexistentes por falta de assinatura ICP-Brasil válida; golpe do boleto falso com dano moral de R$5.000 mantido e responsabilidade solidária reconhecida.
TJSP nega provimento ao recurso da autora: transferência PIX voluntária a terceiro estranho por instrução de falso funcionário configura culpa exclusiva da vítima, afastando Súmula 479 e responsabilidade da Neon Pagamentos.
Golpe do WhatsApp (falsa filha): TJSP condena Sicredi a devolver R$3.159,38 por KYC deficiente na abertura digital da conta destino (Súmula 479 STJ), mas afasta dano moral por falta de prova de abalo; sucumbência recíproca.
TJSP reforma sentença e julga improcedente ação contra Santander e Itaucard: vítima realizou PIX voluntários atraída por golpe de renda extra, configurando culpa exclusiva do consumidor que afasta Súmula 479 STJ
Golpe do falso investimento via WhatsApp: TJSP nega provimento ao recurso do consumidor, mantendo improcedência por culpa exclusiva da vítima que realizou Pix voluntários a fraudadores, configurando fortuito externo.