1008805-61.2025.8.26.0320
Análise do acórdão
Golpe do falso emprego: TJSP 20ª Câmara (Rel. Maria Salete) nega provimento confirmando improcedência total — PIX voluntário com senha pessoal = culpa exclusiva consumidora (art. 14 §3º II CDC), afastando Súmula 479 STJ.
O que foi julgado
Golpe do falso emprego: criminosos ofereceram oportunidade de trabalho online via plataforma digital (assistir vídeos e curtir páginas), ganharam confiança com pequenos pagamentos iniciais e depois solicitaram 'investimentos' via PIX totalizando R$ 8.461,70
Resultado
culpa_exclusiva_consumidor_art14_par3_II_CDC
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaCulpa Exclusiva Consumidor Falso Emprego Pix Voluntario
Autora transferiu voluntariamente R$ 8.461,70 com senha pessoal e biometria facial no próprio app, sem falha bancária demonstrável, configurando culpa exclusiva que afasta responsabilidade objetiva.
RequisitosDados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima UsadoSenha Validada BancoAlerta Antifraude Nao DisparadoAusencia Prova Tecnica Autor - IntegralPró-bancoRejeitadaFortuito Interno Fraude Terceiro Sumula479
Súmula 479 STJ mencionada mas afastada pois a culpa exclusiva do consumidor (art. 14 §3º II CDC) elide a responsabilidade objetiva das instituições financeiras.
RequisitosAlerta Antifraude Nao DisparadoDados Fornecidos VoluntariamenteAusencia Prova Tecnica Autor - MaterialPró-bancoRejeitadaRestituicao Valores Med Ineficaz
MED foi acionado mas valores já haviam sido movimentados da conta de destino pelos estelionatários; ausência de falha imputável ao banco na operação do MED.
RequisitosEstorno Solicitado TempestivoCombo Probatorio Completo
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art Cdc14_§3_II
Fundamento central da improcedência: excludente de responsabilidade por culpa exclusiva do consumidor aplicado porque a autora realizou os PIX voluntariamente com senha pessoal.
- TJSP1047009-32.2023.8.26.0002
Precedente da mesma 20ª Câmara (Rel. Rebello Pinho, 27/03/2025) em caso idêntico de golpe do falso emprego citado para reforçar culpa exclusiva da vítima e afastar falha de serviço.
- TJSP1000527-26.2023.8.26.0196
Precedente da 20ª Câmara (Rel. Roberto Maia, 22/04/2024) — golpe do falso emprego, transferência voluntária para terceiro, culpa exclusiva da vítima, sentença de improcedência mantida.
Contrapontos rebatidos
- A autora alegou falha das instituições por não acionamento tempestivo do MED; o acórdão registra que o MED foi acionado mas os valores já não estavam na conta de destino, afastando qualquer falha imputável ao banco.
- A autora invocou fortuito interno e Súmula 479 STJ; o acórdão afasta a tese pois as transações foram realizadas voluntariamente pela própria autora com senha pessoal, configurando culpa exclusiva do consumidor.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-banco
A autora não demonstrou fato concreto que justificasse medida preventiva do banco; a alegação genérica de defeito de serviço por gerenciamento de risco foi rejeitada por ausência de prova específica.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·contestação Nu Pagamentos fls. 68/87
- ·contestação Nuoro Pay fls. 289/310
- ·contestação Ecomovi fls. 435/585
- ·sentença fls. 603/608
- ·apelação fls. 612/621
- ·contrarrazões Nuoro Pay fls. 626/638
- ·contrarrazões Nu Pagamentos fls. 639/665
- ·réplica fls. 278/285 e 590/602
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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