Acórdão · TJSP

1001383-49.2025.8.26.0477

Consignado não contratadoItaúConsignado INSSWhatsAppConsignado indevido
Banco venceu

Análise do acórdão

Síntese do caso

Itaú comprova consignado legítimo via biometria facial + geolocalização coincidente com domicílio da autora, afastando fraude alegada por WhatsApp e distinguindo-se do Bradesco que não trouxe tal prova — art. 14 §3º II CDC.

O que foi julgado

Produto bancário
Consignado INSS
Canal da fraude
WhatsApp
Instrumento de perda
Consignado indevido
Valor fraudado
Divisão da responsabilidade
100% consumidor
Descrição do golpe

Alegação de fraude por meio de WhatsApp que teria permitido a terceiros contratar empréstimos consignados em nome da autora junto ao Banco Itaú; banco comprovou biometria facial, geolocalização e IP coincidentes com domicílio da consumidora, afastando a fraude

Marcadores do caso
Vitima Aposentado InssContratacao Digital

Resultado

Dano material
R$ 0,00
Dano moral
Prejudicado Improcedencia
Custo total estimado
R$ 0,00

Teses

  • ★ principalMaterialPró-bancoAcolhida
    Culpa Exclusiva Consumidor Guarda Dados Biometria Comprovada

    Banco apresentou selfie biométrica, IP, geolocalização coincidente com domicílio, hash de segurança e dados de dispositivo, satisfazendo integralmente o ônus invertido do art. 6º VIII CDC e configurando culpa exclusiva da consumidora.

    Requisitos
    Biometria ValidadaAnalise Local Geolocalizacao InconsistenteDispositivo ReconhecidoLog Auditoria DisponivelDados Fornecidos VoluntariamenteAusencia Prova Tecnica AutorCombo Probatorio Completo
  • HonorariosPró-bancoAcolhida
    Majoracao Honorarios Sucumbenciais Art85 Par11

    Recurso desprovido em grau recursal determinou majoração automática de 10% para 15% sobre o valor da causa, com suspensão de exigibilidade pela gratuidade.

  • MaterialPró-bancoRejeitada
    Aplicacao Sumula 479 Contratos Itau

    Súmula 479 STJ afastada porque o Itaú comprovou regularidade formal plena da contratação por biometria e geolocalização, inexistindo falha no serviço ou fortuito interno que fundamente a aplicação da súmula.

    Requisitos
    Biometria ValidadaLog Auditoria DisponivelCombo Probatorio CompletoAusencia Prova Tecnica Autor

Como o tribunal decidiu

Precedentes decisivos

  • Art Cdc14 §3º II

    Fundamento central da improcedência: ausência de falha no serviço + culpa exclusiva da consumidora na guarda de seus dados afastou a responsabilidade objetiva do Itaú.

  • Art Cdc6º VIII

    Invertido o ônus da prova em favor da consumidora, o banco se desincumbiu satisfatoriamente apresentando biometria, IP, geolocalização e hash, o que determinou a manutenção da sentença.

  • TJSP10049930520248260010 — Rel. Wilson Julio Zanluqui, 18ª Câmara DP

    Precedente do golpe da falsa portabilidade com biometria facial: fortuito externo e culpa exclusiva da vítima afastam Súmula 479 STJ e responsabilidade do banco, citado como suporte direto da tese vencedora.

Contrapontos rebatidos

  • A autora alegou contradição no tratamento diferenciado entre Bradesco e Itaú, pois os contratos teriam sido celebrados nos mesmos dias com os mesmos dados. O acórdão rebateu afirmando que a distinção é lícita: o Itaú apresentou documentação robusta com biometria, geolocalização e IP coincidentes com o domicílio da autora, prova que o Bradesco não produziu.
  • A autora alegou que terceiros fraudadores obtiveram seus dados via WhatsApp. O acórdão rebateu com o conjunto probatório do Itaú demonstrando que a biometria e geolocalização apontam para participação ativa da própria consumidora, configurando culpa exclusiva nos termos do art. 14 §3º II CDC.

Ônus não cumprido

  • Aproveitou: Pró-banco

    A autora não produziu qualquer prova técnica ou documental de falha no serviço do Itaú ou de que terceiros acessaram o sistema bancário, ônus que lhe cabia quanto ao fato constitutivo de sua pretensão, beneficiando o banco com a manutenção da improcedência.

Contexto

Perfil da vítima

Faixa etária
Indefinido
Ocupação
Aposentado
Vulnerabilidade
Hipossuficiente técnico
Movimento atípico
Não

Documentos citados

  • ·fls. 363/398 — biometria facial e docs pessoais
  • ·fls. 393 — IP, lat/long, hash, data/hora, dispositivo
  • ·fls. 15 — endereço Rua Duarte Coelho 129, Praia Grande

Capa do processo

1ª instância

Classe
Procedimento Comum CíVel
Órgão julgador
Foro de Praia Grande · 4ª Vara Cível
Colegiado
Relator / Juiz
João Walter Cotrim Machado
Competência
Cível
Data de autuação
31 jan 2025
Última movimentação
Valor da causa
R$ 35.124,31
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
Empréstimo consignado
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

2ª instância

Encerrado
Classe
ApelaçãO CíVel
Órgão julgador
Núcleo 4.0-T. IV (DP2)
Colegiado
Relator / Juiz
RICARDO HOFFMANN
Competência
Direito Privado 2
Data de autuação
Última movimentação
Valor da causa
R$ 35.124,31
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
DIREITO DO CONSUMIDOR - Contratos de Consumo - Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

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