1000274-56.2025.8.26.0038
Análise do acórdão
TJSP 37ª Câmara confirma improcedência: versão de acesso via selfie é inverossímil e PIX foram para conta da própria autora, afastando nexo causal (art. 14, §3º, II, CDC) — precedente forte para defesa do banco.
O que foi julgado
Golpe do falso entregador: criminosos obtiveram selfie da vítima pessoalmente e alegadamente acessaram conta bancária, realizando empréstimos e transferências PIX para outra conta da própria autora
Resultado
culpa_exclusiva_vitima
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaCulpa Exclusiva Vitima Versao Inverossimil
Versão inverossímil (selfie não permite acesso a conta) + PIX para conta própria da autora + renovação de contratos preexistentes afastam nexo causal e configuram culpa exclusiva da vítima.
RequisitosDados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima UsadoOperacao AtipicaAusencia Prova Tecnica AutorBo Registrado Tempestivo - IntegralPró-bancoRejeitadaResponsabilidade Objetiva Banco Falha Seguranca
Rejeitada porque transferências foram para conta da própria autora e empréstimos renovaram contratos preexistentes, afastando qualquer falha de segurança imputável ao banco.
RequisitosAusencia Prova Tecnica AutorAlerta Antifraude Nao DisparadoOperacao Atipica - IntegralPró-bancoRejeitadaBanco Deveria Bloquear Multiplas Operacoes Mesmo Dia
Rejeitada pois transações entre contas da própria autora não configuram alerta de fraude; bloqueio injustificado geraria insatisfação do próprio correntista.
RequisitosAnalise Sequencia Operacoes AnomalaAnalise Intervalo Transacoes CurtoOperacao No Perfil Vitima
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art Cdc14_§3_II
Dispositivo central da exclusão de responsabilidade: culpa exclusiva do consumidor/terceiro afasta responsabilidade objetiva do fornecedor, fundamento único do dispositivo de improcedência.
Contrapontos rebatidos
- Acórdão expressamente descartou a tese de que mera selfie obtida pessoalmente permitiria acesso ao sistema bancário, classificando a narrativa como absolutamente inaceitável e falha intencional.
- O banco demonstrou que as transferências PIX foram destinadas a outra conta de titularidade da própria autora, circunstância omitida na inicial e não impugnada em réplica nem nas razões recursais.
- Os novos empréstimos ensejaram renovação de contratos anteriores já em regular vigência, afastando a hipótese de contratação fraudulenta por terceiro.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-consumidor
Acórdão expressamente determinou que cabia à autora juntar extratos da conta destinatária das transferências para confrontamento — prova de fácil produção da qual não se desincumbiu, prejudicando sua própria versão.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·sentença de improcedência fls. 220/225
- ·tutela de urgência fls. 40/42
- ·contrarrazões fls. 246/258
- ·extrato conta destinatária fls. 110
- ·inicial com narrativa do golpe
- ·apelação fls. 227/242
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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