Acórdão · TJSP

1017373-72.2024.8.26.0006

Engenharia social (genérica)NubankApp digitalPresencialEmpréstimo pessoal fraudulento
Banco venceu

Análise do acórdão

Síntese do caso

Golpe da 'bolinha': vítima entregou voluntariamente celular e realizou autenticação biométrica+senha a pedido de estelionatária; fortuito externo e culpa exclusiva afastam responsabilidade do Nu Pagamentos; improcedência mantida.

O que foi julgado

Produto bancário
App digital
Canal da fraude
Presencial
Instrumento de perda
Empréstimo pessoal fraudulento
Valor fraudado
R$ 15.992,70
Divisão da responsabilidade
100% consumidor
Descrição do golpe

Golpe do 'jogo da bolinha' (onde está a bolinha): vítima abordada em via pública, convencida de que ganhou prêmio e induzida a entregar o celular, realizar reconhecimento facial e inserir senha do aplicativo bancário, permitindo que o golpista contratasse empréstimo e realizasse transferências.

Marcadores do caso
Dispositivo Da Vitima UsadoContratacao DigitalPre Emprestimo Antes Transferencia

Resultado

Dano material
R$ 0,00
Dano moral
R$ 0,00
Prejudicado Improcedencia
Custo total estimado
R$ 0,00
Fundamento do afastamento do dano moral

fortuito_externo_culpa_exclusiva_vitima

Teses

  • ★ principalIntegralPró-bancoAcolhida
    Culpa Exclusiva Vitima Entrega Voluntaria Celular Jogo Bolinha

    Autora declarou no BO ter entregado voluntariamente o celular e realizado reconhecimento facial e inserido senha, rompendo o nexo causal e configurando fortuito externo.

    Requisitos
    Dispositivo Da Vitima UsadoDados Fornecidos VoluntariamenteBiometria ValidadaSenha Validada BancoAusencia Prova Tecnica AutorPre Existencia Emprestimo Antes Pix Suspeito
  • MaterialPró-bancoRejeitada
    Ausencia Monitoramento Perfil Consumo

    Alegação de falha no monitoramento rejeitada pois o nexo causal foi rompido pela culpa exclusiva da vítima; banco demonstrou ausência de falha no serviço.

    Requisitos
    Alerta Antifraude Nao DisparadoOperacao AtipicaAusencia Prova Tecnica Autor
  • ProcessualPró-bancoRejeitada
    Cerceamento Defesa Julgamento Antecipado

    Preliminar de cerceamento de defesa não analisada por força do art. 488 CPC — decisão de mérito favorável ao apelado tornava prejudicado o pronunciamento nos termos do art. 485 CPC.

    Requisitos
    Outro

Como o tribunal decidiu

Precedentes decisivos

  • Sumula Stj479

    Determinou que apenas fortuito interno gera responsabilidade objetiva; a entrega voluntária do celular configurou fortuito externo, excluindo a responsabilidade do Nu Pagamentos.

  • Art Cdc14 caput e §3º II

    Excludente de responsabilidade por culpa exclusiva do consumidor aplicada diretamente ao caso, afastando a responsabilidade objetiva da instituição financeira.

  • STJ2.015.732/SP

    Paradigma STJ (Rel. Min. Nancy Andrighi, 3ª Turma, j. 20.06.2023) confirmando que culpa exclusiva da vítima que fornece voluntariamente credenciais afasta responsabilidade bancária.

Contrapontos rebatidos

  • Autora alegou que o banco deveria ter bloqueado transações atípicas; o acórdão rebateu demonstrando que a própria autora realizou voluntariamente todas as etapas de autenticação, rompendo o nexo causal.
  • Autora afirmou na inicial desconhecer as operações; o BO juntado pela própria parte revelou que ela entregou o celular e realizou reconhecimento facial e inseriu senha voluntariamente, contradizendo a narrativa inicial.

Ônus não cumprido

  • Aproveitou: Pró-consumidor

    Autora não demonstrou qualquer falha de segurança do sistema bancário; ao contrário, o BO por ela juntado comprovou a entrega voluntária das credenciais, afastando o dever de indenizar.

Contexto

Perfil da vítima

Faixa etária
Indefinido
Ocupação
Indefinido
Vulnerabilidade
Hipossuficiente técnico
Movimento atípico
Sim

Documentos citados

  • ·BO fls. 35 — relato da autora
  • ·inicial fls. 1/28
  • ·sentença fls. 253/256
  • ·contrarrazões fls. 223/244

Capa do processo

1ª instância

Classe
Procedimento Comum CíVel
Órgão julgador
Foro Regional VI - Penha de França · 3ª Vara Cível
Colegiado
Relator / Juiz
Luciana Antunes Ribeiro Crocomo
Competência
Cível
Data de autuação
2 dez 2024
Última movimentação
Valor da causa
R$ 25.992,70
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

2ª instância

Julgado
Classe
ApelaçãO CíVel
Órgão julgador
Núcleo 4.0-T. IV (DP2)
Colegiado
Relator / Juiz
RICARDO HOFFMANN
Competência
Direito Privado 2
Data de autuação
Última movimentação
Valor da causa
R$ 25.992,70
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
DIREITO DO CONSUMIDOR - Contratos de Consumo - Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

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