Acórdão · TJSP

1001857-19.2025.8.26.0348

ApelaçãO CíVel11ª CDPrivRel. JOSÉ MARCELO TOSSI SILVA19 mar 2026
Consignado não contratadoMercantilConsignado INSSDigital (não especificado)Consignado indevido
Parcial

Análise do acórdão

Síntese do caso

Banco Mercantil parcialmente vencedor: dano moral afastado (11ª Câmara TJSP, Rel. Tossi Silva), mas mantida restituição material por falha na prova de regularidade das contratações consignadas fraudulentas de aposentado INSS.

O que foi julgado

Produto bancário
Consignado INSS
Canal da fraude
Digital (não especificado)
Instrumento de perda
Consignado indevido
Valor fraudado
Divisão da responsabilidade
Recíproca · banco maior
Descrição do golpe

Empréstimos consignados, cartões de crédito consignados e transferências via PIX contratados/realizados sem autorização do autor aposentado pelo INSS, com os valores fraudulentamente disponibilizados e transferidos para terceiros

Marcadores do caso
Vitima Aposentado InssMultiplas Transferencias EscalonadasPre Emprestimo Antes TransferenciaRecurso Financeiro Alimentar Comprometido
Sinais de alerta
Antifraude FalhouSem Biometria ContratacaoMonitoramento DeficienteMultiplas Operacoes Curto Prazo

Resultado

Dano material
Dano moral
R$ 0,00
Afastado Mero Aborrecimento
Custo total estimado
R$ 0,00
Fundamento do afastamento do dano moral

descontos_indevidos_nao_configuram_dano_moral_ausencia_repercussao_relevante

Teses

  • ★ principalMaterialPró-consumidorRejeitada
    Banco Nao Provou Regularidade Contratacao Registros Unilaterais Insuficientes

    Banco apresentou apenas registros eletrônicos unilaterais e telas sistêmicas internas, sem demonstrar trilha de auditoria, validação de identidade ou consentimento efetivo do consumidor, mantendo a declaração de inexigibilidade e restituição.

    Requisitos
    Log Auditoria DisponivelBiometria ValidadaToken Digital ConfirmadoCombo Probatorio CompletoOperacao AtipicaAusencia Prova Tecnica AutorHipossuficiente Tecnica
  • MoralPró-bancoAcolhida
    Descontos Indevidos Sem Repercussao Relevante Nao Configuram Dano Moral

    Ausência de inscrição em cadastros restritivos, constrangimento público ou lesão relevante a direitos da personalidade afastou dano moral, mesmo com impacto em benefício previdenciário, seguindo jurisprudência consolidada da 11ª Câmara TJSP.

    Requisitos
    Bo Registrado TempestivoHipossuficiente Tecnica
  • MaterialPró-consumidorRejeitada
    Fortuito Externo Culpa Exclusiva Terceiro Engenharia Social

    Invocação genérica de fortuito externo sem demonstração concreta das cautelas adotadas foi insuficiente para afastar responsabilidade objetiva do banco.

    Requisitos
    Nexo Causal Externo ProvadoDados Fornecidos VoluntariamenteCombo Probatorio CompletoMonitoramento Ativo Reconhecido
  • MoralPró-bancoRejeitada
    Dano Moral In Re Ipsa Descontos Beneficio Previdenciario

    Autor não demonstrou circunstâncias excepcionais além dos descontos indevidos; câmara entendeu que mero dissabor não autoriza dano moral in re ipsa mesmo em benefício previdenciário.

    Requisitos
    Hipossuficiente TecnicaOperacao Atipica

Como o tribunal decidiu

Precedentes decisivos

  • Sumula Stj479

    Fundamento central para manter responsabilidade objetiva do banco por fraudes de terceiros, afastando a tese de fortuito externo diante da ausência de prova de culpa exclusiva do consumidor.

  • Art Cdc14

    Base normativa da responsabilidade objetiva do fornecedor de serviços por defeitos na prestação, combinada com a Súmula 479 STJ para manter a condenação material.

  • TJSP1113813-47.2021.8.26.0100

    Precedente da própria 11ª Câmara (Rel. Renato Rangel Desinano) afastando dano moral em descontos indevidos de empréstimo consignado, decisivo para exclusão da indenização extrapatrimonial.

Contrapontos rebatidos

  • Autor alegou dano moral automático pelo comprometimento de sua única fonte de renda; câmara rebateu exigindo prova de circunstâncias excepcionais como inscrição em cadastros ou constrangimento público, não demonstradas nos autos.
  • Banco invocou validade dos contratos eletrônicos e comprovantes das operações; acórdão rebateu que registros unilaterais sem demonstração de processo de adesão, validação de identidade e trilha de auditoria são insuficientes para comprovar regularidade.

Ônus não cumprido

  • Aproveitou: Pró-consumidor

    Banco não cumpriu ônus de demonstrar, no caso concreto, a confiabilidade do processo de contratação, os mecanismos de validação de identidade e a trilha de auditoria, limitando-se a registros unilaterais, o que manteve a declaração de inexigibilidade.

Contexto

Perfil da vítima

Faixa etária
Idoso
Ocupação
Aposentado
Vulnerabilidade
Idade avançada
Movimento atípico
Sim

Documentos citados

  • ·extratos fls. 23 e seguintes
  • ·documentos fls. 15/42
  • ·documentos fls. 49/53
  • ·documentos fls. 80/219
  • ·extratos fls. 86 e seguintes
  • ·documentos fls. 236/258
  • ·BO registrado pelo autor

Capa do processo

1ª instância

Classe
Procedimento Comum CíVel
Órgão julgador
Foro de Mauá · 4ª Vara Cível
Colegiado
Relator / Juiz
José Wellington Bezerra da Costa Neto
Competência
Cível
Data de autuação
18 fev 2025
Última movimentação
Valor da causa
R$ 108.591,88
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
Indenização por Dano Moral
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

2ª instância

Julgado
Classe
ApelaçãO CíVel
Órgão julgador
11ª Câmara de Direito Privado
Colegiado
Relator / Juiz
JOSÉ MARCELO TOSSI SILVA
Competência
Direito Privado 2
Data de autuação
Última movimentação
Valor da causa
R$ 108.591,88
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
DIREITO DO CONSUMIDOR - Contratos de Consumo - Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

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