1001593-26.2024.8.26.0319
Análise do acórdão
Banco totalmente absolvido: confissão extrajudicial no BO comprova que autora entregou voluntariamente valores à corré para falso investimento, configurando culpa exclusiva da vítima (art. 14, §3º, II CDC).
O que foi julgado
Autora contraiu empréstimos e realizou saques voluntariamente, entregando valores à corré Joelma sob promessa de investimento rentável; também retirou fisicamente produtos em loja (Magazine Luiza).
Resultado
culpa_exclusiva_vitima_fortuito_externo
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaCulpa Exclusiva Vitima Entrega Voluntaria Investimento
BO lavrado pela própria autora confessou entrega voluntária de valores para 'investimento', afastando nexo causal com o banco via art. 14, §3º, II CDC.
RequisitosDados Fornecidos VoluntariamenteBo Registrado TempestivoDispositivo Da Vitima UsadoAusencia Prova Tecnica AutorOperacao No Perfil Vitima - ProcessualPró-bancoAcolhidaContradicao Entre Peticao Inicial E Boletim Ocorrencia
Contradição entre narrativa da inicial (fraude por terceiro) e BO (entrega voluntária) comprometeu inteiramente a verossimilhança das alegações recursais.
RequisitosBo Registrado TempestivoAusencia Prova Tecnica Autor - IntegralPró-bancoRejeitadaResponsabilidade Objetiva Banco Por Permitir Contratacoes Sem Conferencia
Operações realizadas com credenciais regulares e consentimento da titular afastaram qualquer falha de segurança imputável ao banco.
RequisitosSenha Validada BancoCombo Probatorio CompletoNexo Causal Externo Provado - IntegralPró-bancoRejeitadaAtuacao Nao Autorizada De Terceiro No Sistema Bancario
Prova documental (BO + fotografia em loja) demonstrou participação ativa e consentida da autora em todas as transações, inviabilizando a tese de atuação não autorizada.
RequisitosDados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima UsadoAto Terceiro Identificado
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art Cdc14_§3_II
Fundamento jurídico central: culpa exclusiva da vítima como excludente de responsabilidade do banco, aplicada diretamente aos fatos do caso.
- TJSP1053988-57.2022.8.26.0224
Precedente específico de falso investimento (Rel. José Marcelo Tossi Silva, 11ª Câmara) que consolidou o afastamento do nexo causal quando consumidora entrega valores voluntariamente a fraudadores.
Contrapontos rebatidos
- O acórdão rebate afirmando que saques, empréstimos e transferências foram realizados com credenciais e validações de segurança normais, sem qualquer falha sistêmica identificável.
- O acórdão contrapõe a alegação de vulnerabilidade com o BO da própria autora confessando entrega voluntária e com fotografia provando presença física na loja para retirada dos produtos.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-consumidor
A autora não produziu qualquer prova técnica de falha nos sistemas do banco, enquanto o próprio BO por ela lavrado contradisse a tese de fraude não autorizada.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·BO fls. 25/26 – confissão de entrega voluntária
- ·foto fls. 107 – autora na loja Magazine Luiza
- ·recibos fls. 117 e 119 – retirada física de celulares
- ·sentença fls. 410/418 – Dra. Natasha Motta
- ·processo nº 1500296-24.2024.8.26.0319
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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