Acórdão · TJSP

1000788-28.2025.8.26.0646

ApelaçãO CíVelNJ4.0 T.V DP2Rel. RUI PORTO DIAS12 mar 2026
Falso advogadoItaúConta corrente PFWhatsAppPIX
Banco venceu

Análise do acórdão

Síntese do caso

Golpe do falso advogado via WhatsApp: idosa forneceu credenciais, participou de chamada de vídeo e autorizou Pix de R$7.200 com senhas e token próprios; TJSP manteve improcedência por culpa exclusiva (art. 14, §3º, II CDC).

O que foi julgado

Tipo de golpe
Produto bancário
Conta corrente PF
Canal da fraude
WhatsApp
Instrumento de perda
PIX
Valor fraudado
R$ 7.200,00
Divisão da responsabilidade
100% consumidor
Descrição do golpe

Golpe do falso advogado: fraudadores se passaram por advogados da vítima via WhatsApp, induzindo-a a realizar transferências via Pix para contas de passagem de familiares, com uso de chamada de vídeo e fornecimento voluntário de credenciais bancárias pela própria vítima.

Marcadores do caso
Vitima IdosaDispositivo Da Vitima UsadoPix Unico Alto Valor

Resultado

Dano material
R$ 0,00
Dano moral
R$ 0,00
Prejudicado Improcedencia
Custo total estimado
R$ 0,00
Fundamento do afastamento do dano moral

culpa_exclusiva_vitima_excludente_responsabilidade

Teses

  • ★ principalIntegralPró-bancoAcolhida
    Culpa Exclusiva Vitima Falso Advogado Whatsapp

    Vítima forneceu acesso, participou de chamada de vídeo e autorizou transferências com credenciais próprias, rompendo o nexo causal com o banco (art. 14, §3º, II CDC).

    Requisitos
    Dados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima UsadoSenha Validada BancoToken Digital ConfirmadoHipossuficiente TecnicaAusencia Prova Tecnica Autor
  • PreliminarNeutroAcolhida
    Rejeicao Preliminar Falta Dialeticidade

    Razões recursais atacaram diretamente os fundamentos da sentença, preenchendo requisito de dialeticidade.

  • HonorariosPró-bancoAcolhida
    Majoracao Honorarios Sucumbencia Recursal

    Honorários majorados de 10% para 15% sobre valor atualizado da causa por força do art. 85, §11 do CPC, com suspensão pela gratuidade.

  • IntegralPró-bancoRejeitada
    Responsabilidade Objetiva Fortuito Interno Fraude Terceiro

    Fraude decorreu de engenharia social externa sem invasão ao sistema do banco; culpa exclusiva da vítima afastou a responsabilidade objetiva.

    Requisitos
    Dados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima Usado
  • MaterialPró-bancoRejeitada
    Falha Monitoramento Transferencias Atipicas Perfil

    Operações foram autorizadas pela própria correntista com credenciais corretas; sem falha no sistema não há dever de bloqueio.

    Requisitos
    Operacao AtipicaSenha Validada BancoToken Digital Confirmado
  • MaterialPró-bancoRejeitada
    Falha Acionamento Med Banco Central

    Ausência de saldo na conta recebedora no momento da contestação afastou negligência do banco no acionamento do MED.

    Requisitos
    Outro

Como o tribunal decidiu

Precedentes decisivos

  • Art Cdc14_§3_II

    Fundamentou diretamente a excludente de responsabilidade por culpa exclusiva do consumidor, sendo o pilar central da manutenção da improcedência.

  • TJSP1006619-56.2025.8.26.0032

    Precedente da 11ª Câmara (Rel. José Wilson Gonçalves) com fatos idênticos — golpe do falso advogado, uso de celular cadastrado e credenciais próprias — confirmando fortuito externo e improcedência.

  • TJSP1007217-05.2025.8.26.0066

    Precedente da 21ª Câmara (Rel. Fábio Podestá) com compartilhamento de tela e chamada de vídeo — aplicou culpa exclusiva da vítima e sucumbência recursal, reforçando o mesmo padrão decisório.

Contrapontos rebatidos

  • A apelante invocou fortuito interno e responsabilidade objetiva; o acórdão rebateu afirmando que a fraude foi engenharia social externa sem invasão ao sistema bancário, afastando o nexo causal.
  • A apelante alegou transferências atípicas não bloqueadas; o acórdão respondeu que o banco não pode impedir transações quando o próprio cliente usa corretamente todas as credenciais de segurança.
  • A alegação de omissão no MED foi rebatida com a constatação de que a ausência de recuperação decorreu da inexistência de saldo na conta destino, não de negligência bancária.

Ônus não cumprido

  • Aproveitou: Pró-consumidor

    A apelante não produziu qualquer prova técnica de falha no sistema de segurança do banco, ônus que lhe cabia e cuja ausência foi determinante para a improcedência.

Contexto

Perfil da vítima

Faixa etária
Idoso
Ocupação
Indefinido
Vulnerabilidade
Idade avançada
Movimento atípico
Sim

Documentos citados

  • ·BO fls. 44/45 - golpe falso advogado
  • ·BO fls. 46/47 - narrativa da vítima
  • ·sentença fls. 320/324
  • ·razões recursais fls. 327/336
  • ·contrarrazões fls. 340/353
  • ·gratuidade fls. 62

Capa do processo

1ª instância

Classe
Procedimento Comum CíVel
Órgão julgador
Foro de Urânia · Vara Única
Colegiado
Relator / Juiz
LUCAS RICARDO GUIMARÃES
Competência
Cível
Data de autuação
14 ago 2025
Última movimentação
Valor da causa
R$ 17.599,99
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

2ª instância

Julgado
Classe
ApelaçãO CíVel
Órgão julgador
Núcleo 4.0-T. V (DP2)
Colegiado
Relator / Juiz
RUI PORTO DIAS
Competência
Direito Privado 2
Data de autuação
Última movimentação
Valor da causa
R$ 17.599,99
Justiça gratuita
Antecipação de tutela
Assunto
DIREITO DO CONSUMIDOR - Contratos de Consumo - Bancários
eSAJ·atualizado em 22/04/2026

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