1010085-67.2024.8.26.0008
Análise do acórdão
TJSP 15ª Câmara mantém improcedência: PIX R$25.950 via falsa central SMS+WhatsApp configura fortuito externo (art.14§3ºII CDC); operação validada no dispositivo da vítima com senha pessoal afasta responsabilidade do Bradesco.
O que foi julgado
Vítima recebeu SMS falso sobre suposta compra, ligou para número informado no SMS (falsa central), depois recebeu ligação via WhatsApp de suposto funcionário do banco e seguiu orientações que culminaram em transferência PIX de R$ 25.950,00
Resultado
fortuito_externo_culpa_consumidor_terceiro
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaFortuito Externo Culpa Exclusiva Vitima Terceiro Falsa Central
Operação partiu do próprio dispositivo do autor com validação de senha pessoal; ausência de falha de segurança ou vazamento de dados afasta nexo causal via art.14§3ºII CDC.
RequisitosDispositivo Da Vitima UsadoSenha Validada BancoDados Fornecidos VoluntariamenteAusencia Prova Tecnica AutorHipossuficiente Tecnica - HonorariosPró-bancoAcolhidaMajoracao Honorarios Fase Recursal
Honorários majorados de 10% para 15% sobre valor atualizado da causa na fase recursal com base no art.85§11 CPC.
- MaterialPró-bancoRejeitadaSumula 479 Responsabilidade Objetiva Banco
Súmula 479 STJ afastada por configuração de culpa exclusiva da vítima/terceiro que rompe o nexo causal, inaplicável a excludente do CDC.
RequisitosAusencia Prova Tecnica AutorOperacao Atipica - MoralPró-bancoRejeitadaDano Moral Fraude Bancaria
Dano moral prejudicado em razão da improcedência da ação principal; ausência de responsabilidade do banco elimina o fundamento do pedido moral.
RequisitosAusencia Prova Tecnica Autor
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art Cdc14 §3º II
Excludente de responsabilidade por culpa exclusiva de terceiro/consumidor aplicada para romper o nexo causal e afastar integralmente a responsabilidade do Bradesco.
- TJSP1000582-51.2022.8.26.0506
Precedente da 37ª Câmara (Rel. Melatto Peixoto) com fatos análogos de falsa central de atendimento — culpa exclusiva da vítima configurada, Súmula 479 STJ inaplicável, usado como fundamento direto da decisão.
- TJSP1002514-34.2024.8.26.0529
Precedente da 20ª Câmara (Rel. Cabrini) afastando responsabilidade do banco em fraude via WhatsApp com culpa exclusiva da vítima, citado para reforçar a tese vencedora.
Contrapontos rebatidos
- Autor alegou falha na prestação de serviços; acórdão rebateu demonstrando que a operação foi realizada pelo próprio dispositivo do autor com validação de senha pessoal, sem indício de invasão ou vazamento de dados.
- Autor invocou responsabilidade objetiva via Súmula 479 STJ; acórdão rejeitou aplicando a excludente do art.14§3ºII CDC por culpa exclusiva da vítima ao seguir orientações de falsa central via SMS e WhatsApp.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-banco
Autor não produziu prova de falha de segurança ou invasão do sistema bancário, ônus que pesou decisivamente contra o pedido indenizatório.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·SMS suposta compra R$3.650 fl.18
- ·ligação (11)4003-3427 fl.23
- ·ligação WhatsApp funcionário fl.30
- ·validação senha pessoal fl.91
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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