1003223-51.2025.8.26.0168
Análise do acórdão
Banco Agibank vence integralmente: biometria facial presencial (pg.129) comprova contratação de seguro, afastando devolução dobrada e dano moral — improcedência mantida com honorários majorados a 12%.
O que foi julgado
Caso principal versa sobre contratação de seguro bancário presencial com biometria facial — não há golpe bancário como objeto central da ação. O precedente citado menciona 'golpe do falso funcionário', mas não é o fato dos autos.
Resultado
contratacao_comprovada_biometria_facial
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaContratacao Comprovada Biometria Facial Presencial
Banco apresentou biometria facial registrada em ambiente físico seguro (pg.129) e documento pessoal (pg.128/129), comprovando contratação válida nos termos da Lei 14.063/2020, art.4º,I.
RequisitosBiometria ValidadaDispositivo ReconhecidoLog Auditoria DisponivelAusencia Prova Tecnica Autor - MaterialPró-bancoRejeitadaDevolucao Dobro Valores Descontados
Pedido de devolução em dobro rejeitado pois contratação foi regularmente comprovada por biometria presencial, afastando qualquer desconto indevido.
RequisitosBiometria ValidadaAusencia Prova Tecnica Autor - MoralPró-bancoRejeitadaDano Moral Seguro Nao Contratado
Dano moral afastado pela ausência de ato ilícito: contratação legítima comprovada por biometria facial presencial elimina qualquer falha na prestação do serviço.
RequisitosBiometria ValidadaAusencia Prova Tecnica Autor
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art CdcLei 14.063/2020, art. 4º, I
Fundamento legal decisivo: validou a assinatura eletrônica simples por biometria facial, dispensando certificado digital e legitimando a contratação presencial do seguro.
- TJSP1015189-40.2024.8.26.0590 — Rel. José Marcelo Tossi Silva, 11ª Câmara
Precedente análogo de contratação presencial com biometria facial: sentença reformada para improcedência, reforçando que ausência de vício de consentimento afasta dano moral e devolução.
- TJSP1022310-25.2024.8.26.0007 — Rel. Rodolfo Pellizari, 15ª Câmara
Precedente sobre biometria facial e fortuito externo: reforçou que contratação por biometria é válida e que ausência de falha bancária afasta responsabilidade objetiva mesmo em contexto de fraude.
Contrapontos rebatidos
- Autora alegou inexistência de relação jurídica, mas o banco apresentou biometria facial (pg.129) e documento pessoal (pg.128/129) realizados no interior do estabelecimento, demonstrando contratação presencial válida.
- Precedente TJSP 1015189-40.2024.8.26.0590 (Rel. Tossi Silva) assentou que o art.49 CDC destina-se a contratações fora do estabelecimento — contratação presencial com biometria afasta o direito de arrependimento.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-banco
Autora não produziu qualquer prova técnica ou testemunhal de vício de consentimento, coação ou erro na contratação, permitindo que a prova documental do banco (biometria) prevalecesse.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·biometria facial pg. 129
- ·documento pessoal pg. 128/129
- ·contrarrazões do réu pg. 224/231
- ·documentos pg. 125/137
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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