1014237-38.2025.8.26.0554
Análise do acórdão
TJSP 38ª Câmara nega provimento à apelante: golpe falso parente via WhatsApp afasta responsabilidade de Bradesco e Itaú por culpa exclusiva da vítima (art.14 §3º II CDC), pois Pix sucessivos eram perfil habitual da autora.
O que foi julgado
Golpe do WhatsApp: estelionatário se passou pela filha da autora via WhatsApp e solicitou transferências de valores por dois dias consecutivos (falso parente).
Resultado
culpa_exclusiva_vitima_art14_par3_ii_cdc
Teses
- ★ principalIntegralPró-bancoAcolhidaCulpa Exclusiva Vitima Golpe Falso Parente Whatsapp
Autora realizou Pix espontaneamente sem invasão bancária, configurando culpa exclusiva da vítima e afastando responsabilidade objetiva dos bancos.
RequisitosDados Fornecidos VoluntariamenteDispositivo Da Vitima UsadoOperacao No Perfil VitimaBo Registrado TempestivoAusencia Prova Tecnica Autor - IntegralPró-bancoRejeitadaFalha Prestacao Servico Banco Nao Preveniu Fraude
Ausência de falha bancária reconhecida pois as operações eram habituais da autora e não houve invasão aos aplicativos bancários.
RequisitosOperacao No Perfil VitimaAlerta Antifraude Nao DisparadoAusencia Prova Tecnica Autor - MaterialPró-bancoRejeitadaBanco Deveria Bloquear Transferencias Atipicas
Extrato demonstrou que Pix sucessivos eram hábito da autora, afastando atipicidade das operações e o dever de bloqueio.
RequisitosOperacao No Perfil VitimaAnalise Valor AtipicoAusencia Prova Tecnica Autor
Como o tribunal decidiu
Precedentes decisivos
- Art Cdc14_§3_II
Fundamento central da improcedência: culpa exclusiva da vítima como excludente de responsabilidade civil do fornecedor de serviços, afastando a responsabilidade objetiva dos bancos.
- TJSP1021178-45.2024.8.26.0196
Precedente da mesma 38ª Câmara (Rel. Flávio Cunha da Silva, jan/2025) sobre golpe falso parente via WhatsApp, mantendo improcedência por falta de cautela da autora — reforçou a linha decisória adotada.
- TJSP1005973-24.2025.8.26.0007
Precedente da 14ª Câmara (Rel. Thiago de Siqueira, jan/2026) sobre golpe WhatsApp com Pix habituais do autor, afastando nexo causal e aplicando art. 14, §3º, II — confirmou o padrão jurisprudencial aplicado.
Contrapontos rebatidos
- A autora alegou que os bancos falharam ao não bloquear transferências atípicas; o acórdão rebateu com o extrato de fls. 61/62, demonstrando que Pix sucessivos eram padrão habitual da apelante, afastando qualquer obrigação de bloqueio.
- A autora invocou a Súmula 479 do STJ para responsabilização objetiva das instituições; o acórdão afastou a incidência pela excludente de culpa exclusiva do consumidor prevista no art. 14, §3º, II, CDC.
Ônus não cumprido
- Aproveitou: Pró-banco
A autora não comprovou que as transferências fugiam de seu perfil financeiro; o extrato juntado pelos réus demonstrou o contrário, beneficiando os bancos.
Contexto
Perfil da vítima
Documentos citados
- ·conversas WhatsApp fls. 30/41
- ·boletim de ocorrência fls. 43/45
- ·extrato bancário fls. 61/62
- ·sentença fls. 451/453
- ·embargos de declaração fls. 463
- ·contrarrazões fls. 482/487 e 488/502
Capa do processo
1ª instância
2ª instância
Inteiro teor
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